Milhares de pessoas esperadas no Carnaval de Loulé ajudam negócios em época baixa

Milhares de pessoas são esperadas para o Carnaval de Loulé, um dos eventos mais tradicionais da cidade e com um impacto significativo na economia.

Milhares de pessoas esperadas no Carnaval de Loulé ajudam negócios em época baixa

Milhares de pessoas esperadas no Carnaval de Loulé ajudam negócios em época baixa

Milhares de pessoas são esperadas para o Carnaval de Loulé, um dos eventos mais tradicionais da cidade e com um impacto significativo na economia.

Loulé, Faro, 20 fev 2020 (Lusa) — Milhares de pessoas são esperadas para o Carnaval de Loulé, um dos eventos mais tradicionais da cidade e com um impacto significativo na economia, segundo disseram à Lusa comerciantes com estabelecimentos no centro da cidade.

Numa altura em que as decorações carnavalescas já enfeitam Loulé, vários comerciantes confirmaram à Lusa que o evento ajuda a dinamizar o comércio, atraindo visitantes de todo o país quando o Algarve ainda está em plena época baixa do turismo.

“O Carnaval é muito bom para o negócio”, contribuindo para “vender bastante”, revelou à Lusa Florentina Mendes, proprietária de uma pastelaria no centro da cidade, mesmo junto à avenida onde durante três dias decorre o corso carnavalesco.

O aumento de visitantes é visível “de ano para ano”, destacou a comerciante, que considera o baixo preço dos bilhetes de acesso ao recinto – no valor de dois euros – como uma das mais valias para que se realizem excursões de “diversas partes do país”, dando destaque à cidade.

As lojas que habitualmente preferem fazer o descanso do pessoal ao fim de semana, optam mesmo por abrir nestes três dias de Carnaval para aproveitarem uma altura “mais calma”, procurando compensar o época baixa, revelou à Lusa Sílvia Martins, proprietária de um café.

A comerciante reconheceu que o evento atrai “cada vez mais pessoas” à cidade, com um aumento significativo de grupos “de fora do Algarve”, ainda mais quando há uma “ajuda de S. Pedro”, segundo as previsões de bom tempo para o Carnaval este ano, gracejou.

Duas portas ao lado, o proprietário de uma loja de ferragens confirmou à Lusa a importância do evento para a cidade, mas realçou que são “as lojas de produtos chineses, a hotelaria e a restauração” quem mais lucra com o Carnaval, admitindo que, ainda assim, o evento “mexe com a cidade”.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Loulé, Carlos Carmo, apesar de ainda não ter sido feito um estudo específico para aferir o real retorno do evento, é visível que são mais “milhares de pessoas que almoçam, pernoitam e transitam” no concelho,

“Não temos um dado concreto, mas temos a perceção do que é a dinâmica económica e a afluência para o evento versus o investimento da autarquia” afirmou, sublinhando que o evento já se tornou “numa referência” da região na época “pré-estival”.

O autarca destacou que “pela primeira vez” foi inscrita no orçamento municipal uma verba de 375 mil euros para o Carnaval, “devidamente alocada e visível”, num investimento que é semelhante ao do ano passado.

O cinema é o tema escolhido para a edição deste ano do Carnaval de Loulé, que sai à rua no próximo domingo, segunda e terça-feira.

Um total de 600 figurantes vão desfilar nas ruas e no topo dos 14 carros alegóricos que já estão a postos para o corso, um dos mais antigos do país, que conta com mais de 100 anos.

Os bilhetes de entrada no recinto mantêm o valor de dois euros, sendo as verbas arrecadadas em bilheteira distribuídas por instituições de solidariedade social do concelho e pelas coletividades que integram os grupos de animação do corso.

PYD (MAD) // MAD

By Impala News / Lusa

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