Migrações: Sobe para sete número de mortos na fronteira oriental da UE com a Bielorrússia

A polícia polaca anunciou hoje ter descoberto o corpo de um homem, identificado como um migrante, na fronteira com a Bielorrússia, o que eleva para sete o número de mortes registadas na fronteira oriental da União Europeia (UE).

Migrações: Sobe para sete número de mortos na fronteira oriental da UE com a Bielorrússia

Migrações: Sobe para sete número de mortos na fronteira oriental da UE com a Bielorrússia

A polícia polaca anunciou hoje ter descoberto o corpo de um homem, identificado como um migrante, na fronteira com a Bielorrússia, o que eleva para sete o número de mortes registadas na fronteira oriental da União Europeia (UE).

O corpo foi encontrado na quarta-feira “num campo, pela tripulação de um helicóptero que patrulhava a zona sob estado de emergência junto à fronteira bielorrussa, perto da localidade de Klimówka [nordeste da Polónia]”, informou a polícia através da rede social Twitter.

De acordo com o porta-voz das forças policiais locais, Tomasz Krupa, o corpo pertence a um migrante sírio de 24 anos.

“Segundo as primeiras informações recolhidas, esta pessoa esteve na Bielorrússia, como comprovaram documentos encontrados junto ao corpo”, referiu o porta-voz citado pelo diário Gazeta Wyborcza, precisando que o migrante possuía “um visto bielorrusso datado de meados de setembro”.

Na sequência desta descoberta, o Governo polaco convocou hoje o representante diplomático da Bielorrússia na capital polaca, Varsóvia, para abordar “a contínua deterioração da situação na fronteira” entre os dois países.

O encarregado de negócios da embaixada bielorrussa, Aleksander Czesnowski, foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco, segundo informou o porta-voz da diplomacia polaca, Lukasz Jasina.

Após a reunião, Lukasz Jasina informou que o representante bielorrusso rejeitou, em nome do Governo de Minsk, as acusações apontadas pelo executivo polaco sobre a realização de manobras provocatórias na zona fronteiriça pelas autoridades daquela ex-república soviética.

É a segunda vez que Varsóvia requer a presença deste representante diplomático bielorrusso.

No total, pelo menos sete pessoas morreram na zona fronteiriça oriental do território comunitário desde o verão passado, quando começou a ser testemunhado um intenso fluxo de migrantes procedentes da Bielorrússia, segundo as informações disponibilizadas pelas autoridades polacas, lituanas e bielorrussas.

Nos últimos meses, milhares de migrantes, grande parte oriundos do Médio Oriente, têm tentado entrar, através da Bielorrússia, na Polónia e nos países bálticos Lituânia, Letónia e Estónia, todos Estados-membros da UE.

As fronteiras destes quatro países fazem parte das fronteiras externas da UE, que tem acusado o regime bielorrusso de orquestrar este fluxo migratório, em retaliação às sanções impostas pelo bloco comunitário ao regime de Minsk, nomeadamente por causa do desvio de um avião civil, em maio passado, e da detenção de um opositor que estava a bordo desse aparelho.

Em setembro, a Polónia decretou o estado de emergência na fronteira com a Bielorrússia, por temer as consequências deste fluxo migratório.

Organizações não-governamentais (ONG) criticaram então a medida do executivo polaco, argumentando que esta impedia as organizações humanitárias de fornecerem ajuda aos migrantes e negava o acesso à zona a todas as pessoas não-residentes, incluindo jornalistas.

Na quarta-feira, a Polónia deu outro passo para tentar travar a pressão migratória e anunciou que está a preparar a construção de um muro fronteiriço, projeto estimado em 353 milhões de euros e que também vai incluir a instalação de detetores de movimento.

Na passada semana, as autoridades da Polónia relataram que forças bielorrussas tinham disparado contra as tropas polacas destacadas na fronteira.

SCA // EL

By Impala News / Lusa

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