Migrações: Nove elementos da segurança polaca feridos nos confrontos fronteiriços

O número de feridos nos confrontos registados hoje na fronteira polaco-bielorrussa subiu de um para nove, todos eles ligados às forças de segurança da Polónia, referiram as autoridades de Varsóvia.

Migrações: Nove elementos da segurança polaca feridos nos confrontos fronteiriços

Migrações: Nove elementos da segurança polaca feridos nos confrontos fronteiriços

O número de feridos nos confrontos registados hoje na fronteira polaco-bielorrussa subiu de um para nove, todos eles ligados às forças de segurança da Polónia, referiram as autoridades de Varsóvia.

Segundo o Governo polaco, sete dos feridos são elementos da polícia, um é militar e o nono é uma agente feminina da Guarda Nacional do país. 

O balanço anterior dava conta de apenas um ferido, um agente da polícia que ficou gravemente ferido, tendo sofrido provavelmente uma fratura no crânio.

Cerca de 2.000 migrantes estão na fronteira em acampamentos improvisados em condições precárias, mas apenas cerca de 100 estariam envolvidos na tentativa de a atravessar num cruzamento perto de Kuznica, disse a porta-voz da Guarda de Fronteira local, Anna Michalska. 

A passagem está fechada ao tráfego desde a semana passada.

Imagens hoje emitidas pela televisão bielorrussa e pela agência estatal Belta mostraram forças de segurança polacas a usar terça-feira gás lacrimogéneo e granadas atordoantes contra um grupo de migrantes concentrados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia.

Segundo as mesmas fontes, os migrantes romperam as cercas na zona de passagem da fronteira de Bruzgui-Kuznica para tentar entrar na Polónia, ou seja, no espaço da União Europeia (UE), e arremessaram pedras contra os militares polacos.

O incidente foi também divulgado pelo Ministério da Defesa polaco, que, numa declaração publicada no Twitter, descreveu os acontecimentos em Kuznica.

“Kuznica: Os migrantes estão a atacar os nossos soldados e oficiais com pedras e a tentar destruir a cerca para entrar na Polónia”, escreveu o ministério, acrescentando que “as forças [polacas] usaram gás lacrimogéneo e granadas atordoantes para repelir o ataque dos migrantes”.

Depois dos incidentes, a situação acabou por acalmar e os migrantes regressaram ao seu acampamento improvisado, em território bielorrusso.

 

JSD (PMC) // PDF

By Impala News / Lusa

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