MGM China defende que criação de taxa turística em Macau só deve servir para promover turismo

O diretor executivo da MGM China, operadora do jogo em Macau, defendeu que a criação de uma taxa turística no território não pode ser um mero imposto adicional e que só deve servir para promover o turismo.

MGM China defende que criação de taxa turística em Macau só deve servir para promover turismo

MGM China defende que criação de taxa turística em Macau só deve servir para promover turismo

O diretor executivo da MGM China, operadora do jogo em Macau, defendeu que a criação de uma taxa turística no território não pode ser um mero imposto adicional e que só deve servir para promover o turismo.

As declarações de Grant Bowie surgem após a entrevista da responsável pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) à agência Lusa, na qual revelou que o Governo está a efetuar um estudo para a possível aplicação de uma taxa turística no território, como acontece atualmente em Veneza (Itália) e no Japão.

A ser definida, a taxa “tem que ser usada especificamente para a promoção do turismo, não deve ser um método alternativo de cobrança de imposto”, sustentou Bowie.

O responsável da MGM China, contudo, ressalvou que “essa é uma decisão que cabe ao Governo”, sublinhando que “Macau é particularmente afortunado por ter uma posição financeira sólida e sustentável, neste momento”.

“Desde que qualquer alteração na cobrança de imposto seja feita para promover o destino turístico…, eu sou um forte defensor de eu Macau continue a reforçar o enfoque na qualidade de turismo e turistas, em vez da quantidade”, frisou Bowie.

Helena de Senna Fernandes disse à Lusa que não existe uma data limite para conclusão do estudo, mas que a intenção da DST é que seja realizado no mais curto espaço de tempo.

“Não tem uma data [de conclusão], mas não queremos arrastar por muito tempo, porque também queremos apresentar este estudo para que possa ser contemplado em mais pormenor”, adiantou a responsável pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau, território de 30 quilómetros quadrados que em 2018 registou 35 milhões de turistas.

“Estamos a fazer uma comparação e um tipo de pesquisa: porque foram lançados e qual o resultado”, esclareceu a diretora.

As declarações de hoje do diretor executivo da MGM China foram feitas à margem do seminário “Comunicação Efetiva com pessoas com deficiências para um ambiente livre de barreiras” e da cerimónia de lançamento de um programa de ‘e-learning’ de linguagem gestual.

O seminário foi coorganizado pela DST e pela MGM.

Bowie destacou o trabalho de responsabilidade social que tem sido realizado pela MGM em Macau com jovens, pessoas com deficiência e terceira idade, mas enfatizou que a motivação da empresa não se deve à vontade de renovar a licença de jogo atribuída pelo Governo, mas sim porque “é o mais correto”.

“Desde que continuemos a fazer o que temos feito, e que continuemos a investir, (…) a colaborar com o Governo, (…) nós temos, honestamente, a certeza de que estaremos bem posicionados”, afirmou.

“Todos nós sabemos que este é provavelmente o grande assunto para Macau e o Governo está a trabalhar neste momento nesses detalhes”, admitiu.

“Na nossa perspetiva, enquanto concessionária, é prematuro falar sobre isso, só queremos garantir que estamos a fazer o que deve ser feito e valorizar o processo de renovação [da licença], seja ele qual for”, concluiu.

O Governo de Macau anunciou a 15 de março que decidiu prolongar a concessão da Sociedade de Jogos de Macau e a subconcessão da operadora norte-americana MGM até 2022.

Macau, capital mundial do jogo e único local na China onde os casinos são legais, registou, no ano passado, quase 33 mil milhões de euros em receitas do jogo, o que representa um aumento de 14% em relação ano de 2017, de acordo com dados oficiais.

JMC //

By Impala News / Lusa

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