Metalúrgicos da brasileira Embraer suspendem greve por interferência policial

Trabalhadores metalúrgicos da Embraer suspenderam a greve, afirmando que a polícia os obrigou a voltar ao trabalho na principal fábrica da empresa, localizada em São Paulo.

Metalúrgicos da brasileira Embraer suspendem greve por interferência policial

Metalúrgicos da brasileira Embraer suspendem greve por interferência policial

Trabalhadores metalúrgicos da Embraer suspenderam a greve, afirmando que a polícia os obrigou a voltar ao trabalho na principal fábrica da empresa, localizada em São Paulo.

Brasília, 25 set 2019 (Lusa) – Trabalhadores metalúrgicos da fabricante brasileira de aeronaves Embraer suspenderam hoje a sua greve, afirmando que a polícia os obrigou a voltar ao trabalho na principal fábrica da empresa, localizada nos arredores da região metropolitana de São Paulo.

O sindicato dos metalúrgicos da cidade de São José dos Campos, em São Paulo, declarou que recomenda a suspensão da greve, iniciada na terça-feira, de forma a evitar a violência.

O diretor do sindicato, Herbert Carlos, acusou a polícia de São Paulo de intimidar os trabalhadores de piquetes e de forçá-los a entrar na fábrica, atingindo aqueles que se recusavam com cassetetes.

“O sindicato vai tomar todas as medidas judiciais necessárias para denunciar o uso do Estado por uma empresa privada para reprimir os trabalhadores. Isto é grave e tem de ser apurado”, afirmou o advogado daquele sindicato, Aristeu Pinto Neto, citado pela imprensa local.

A polícia de São Paulo optou por não comentar as acusações ou a situação na fábrica da Embraer.

Os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial de 6,37% e a preservação de todos os direitos previstos na convenção coletiva da categoria, enquanto que a empresa propõe apenas a inflação (3,28%).

Em 26 de fevereiro, os acionistas da Embraer, líder mundial de vendas de aeronaves até 150 lugares, aprovaram a venda do controlo da sua divisão comercial à norte-americana Boeing, para a criação de uma nova empresa.

O acordo estipula que a Boeing deverá pagar 4,2 mil milhões de euros (3,7 mil milhões de euros) para obter 80% da nova companhia e a Embraer ficará com os 20% restantes. A expectativa é que, até ao fim deste ano, o negócio esteja concluído.

Em agosto, a Embraer anunciou que registou um lucro atribuído aos acionistas de 26,1 milhões de reais (5,8 milhões de euros) no segundo trimestre do ano, face ao prejuízo de 134,7 milhões de reais (30 milhões de euros) no primeiro trimestre.

Segundo a companhia, este é o primeiro lucro trimestral registado desde o 4.º trimestre de 2017.

Nos primeiros seis meses de 2019, a fabricante brasileira acumulou um prejuízo líquido ajustado de 287,5 milhões de reais (64,3 milhões de euros).

A Embraer é fabricante e líder mundial de aeronaves comerciais com até 150 assentos e tem mais de 100 clientes em todo o mundo.

A empresa brasileira mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, na América, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, com 65% do capital, em Alverca, Lisboa.

MYMM // JH

By Impala News / Lusa

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