Merkel estará em Marrocos para aprovar pacto global para as migrações

A chanceler alemã, Angela Merkel, estará na conferência em Marrocos que deverá adotar o pacto global para as migrações, documento promovido pela ONU que está a motivar a forte oposição das forças políticas nacionalistas europeias, foi hoje divulgado.

Merkel estará em Marrocos para aprovar pacto global para as migrações

Merkel estará em Marrocos para aprovar pacto global para as migrações

A chanceler alemã, Angela Merkel, estará na conferência em Marrocos que deverá adotar o pacto global para as migrações, documento promovido pela ONU que está a motivar a forte oposição das forças políticas nacionalistas europeias, foi hoje divulgado.

A participação de Merkel na conferência intergovernamental em Marraquexe, agendada para 10 e 11 de dezembro, foi confirmada pela porta-voz do governo alemão, Martina Fietz, que precisou que a chanceler alemã marcará presença no primeiro dia do encontro.

Este anúncio surge um dia depois de o parlamento alemão ter aprovado uma moção a apoiar o pacto global para as migrações, classificando o documento como uma “solução global” para o desafio humanitário e político que representam atualmente os fluxos migratórios.

A moção – que passou com 372 votos favoráveis, 153 votos contra e 141 abstenções — enfatizou o caráter não vinculativo do documento e o facto de o texto não implicar mudanças na lei alemã.

O Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular (GCM, na sigla em inglês) está a gerar fortes fricções políticas na Alemanha, sendo fortemente contestado pela Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema-direita que entrou em 2017 no parlamento.

Mas o documento também está a gerar dúvidas dentro do próprio partido de Merkel, a União Democrata-Cristã (CDU), e será submetido, em princípio, a uma votação no próximo congresso da força política, que está agendado para 07 e 08 de dezembro em Hamburgo.

A iniciativa de submeter o texto aos delegados do partido partiu do ministro da Saúde, Jens Spahn (CDU), que aspira suceder a Merkel na liderança do partido.

Vários países, incluindo os Estados Unidos, Hungria, República Checa, Áustria, Israel e Polónia, já afirmaram que não vão apoiar o pacto.

Outros, como a Itália, adiaram uma eventual assinatura do pacto e remeteram uma decisão final após discussão do documento no parlamento.

A ONU reiterou na terça-feira que este pacto não é juridicamente vinculativo, ou seja, não impõe obrigações a nenhum país.

A organização advertiu ainda que aqueles que optem por sair podem ver a sua credibilidade internacional debilitada.

O pacto global, classificado pelas Nações Unidas como uma “conquista histórica”, elenca um conjunto de princípios, como por exemplo a defesa dos direitos humanos, das crianças migrantes ou o reconhecimento da soberania nacional.

O documento inclui uma série de medidas para ajudar os países a lidarem com as migrações: melhor informação, melhor integração e troca de conhecimentos, entre outras.

O número de migrantes no mundo está atualmente estimado em 258 milhões, o que representa 3,4% da população mundial.

SCA // FPA

By Impala News / Lusa

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