Membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU convocam reunião de emergência por causa de Myanmar

Reino Unido, UE e outros 19 membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas convocaram hoje uma reunião de emergência para discutir a situação em Myanmar, após um golpe militar.

Membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU convocam reunião de emergência por causa de Myanmar

Membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU convocam reunião de emergência por causa de Myanmar

Reino Unido, UE e outros 19 membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas convocaram hoje uma reunião de emergência para discutir a situação em Myanmar, após um golpe militar.

Genebra, 08 fev 2021 (Lusa) — Reino Unido, União Europeia e outros 19 membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas convocaram hoje uma reunião de emergência para discutir a situação em Myanmar (antiga Birmânia), após um golpe militar.

Este pedido é “uma resposta ao estado de emergência imposto em Myanmar, a detenção arbitrária de políticos e membros da sociedade civil eleitos democraticamente”, afirmou o embaixador do Reino Unidos nas Nações Unidas em Genebra, Julian Braithwaite.

A lei marcial foi hoje declarada em vários bairros da cidade de Mandalay, a segunda cidade de Myanmar (antiga Birmânia), após protestos contra o golpe militar, indicaram as autoridades locais em comunicado oficial.

As manifestações e reuniões de mais de cinco pessoas estão proibidas e o recolher obrigatório está em vigor das 20:00 às 04:00 locais, vincou o comunicado.

Também hoje, o papa Francisco pediu a libertação “rápida” dos líderes políticos.

O “golpe de estado levou à detenção de vários responsáveis políticos, que espero que sejam rapidamente libertados como um sinal de incentivo a um diálogo sincero pelo bem do país”, declarou o papa durante os seus votos para o corpo diplomático.

Os militares puseram fim, em 01 de fevereiro, a uma frágil transição democrática, ao instaurarem o estado de emergência por um ano e detiveram Suu Kyi e outros dirigentes da Liga Nacional para a Democracia (NLD, na sigla em inglês).

Mais de 150 pessoas, entre deputados, responsáveis locais e ativistas, foram interpelados e continuam detidos, indicou a Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos (AAPP).

O país viveu sob um regime militar durante cerca de 50 anos, desde a independência em 1948.

Uma liberalização progressiva começou em 2010, e cinco anos depois, com a vitória da NLD nas eleições, chegou ao poder um governo civil, dirigido de facto por Suu Kyi.

Os militares prometeram eleições livres depois do fim do estado de emergência.

AXYG (EJ) // EL

By Impala News / Lusa

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