Márcia Henriques eleita nova líder do RIR após saída de Vitorino Silva

A ex-vice-presidente do Reagir Incluir Reciclar (RIR) Márcia Henriques foi eleita hoje líder do partido, num congresso extraordinário convocado após a demissão da anterior direção, liderada por Vitorino Silva.

Márcia Henriques eleita nova líder do RIR após saída de Vitorino Silva

Márcia Henriques eleita nova líder do RIR após saída de Vitorino Silva

A ex-vice-presidente do Reagir Incluir Reciclar (RIR) Márcia Henriques foi eleita hoje líder do partido, num congresso extraordinário convocado após a demissão da anterior direção, liderada por Vitorino Silva.

De acordo com informação transmitida à agência Lusa pela dirigente, os novos órgãos do RIR (Direção Política Nacional, Assembleia Geral e Conselho Jurisdicional) foram hoje eleitos com 42 votos a favor, dois brancos e um nulo no III Congresso Nacional do partido, que decorreu em Lisboa.

Márcia Henriques, a nova presidente do RIR, indicou à Lusa que “não havia mais nenhuma lista” concorrente aos órgãos, pelo que o desfecho da reunião magna “acabou por ser pacífico”.

E explicou que o congresso extraordinário que vem no decorrer dos resultados do partido nas eleições legislativas de janeiro, nas quais “os objetivos não foram atingidos”, o que levou os membros da direção a considerarem que era tempo de “passar a pasta”.

“Pedimos a marcação do congresso ao presidente da mesa, que não aceitava a justificação que tínhamos para o convocar e acabámos por colocar os lugares à disposição”, explicou a dirigente, afirmando que também Vitorino Silva, conhecido como ‘Tino de Rans’, fundador e até agora líder do partido, “apresentou a demissão para se conseguir fazer o congresso eletivo”.

Como o mandato é de quatro anos, este congresso aconteceu a meio do mandato da anterior direção, que tinha ainda mais dois anos pela frente, indicou à Lusa a nova presidente do RIR.

A nova líder considerou que se trata de “uma passagem de testemunho” e adiantou que Vitorino Silva “continua na mesa da Assembleia Geral e continuará ativo” no partido.

Márcia Henriques indicou que a “direção neste momento tem 15 elementos efetivos”, entre “presidente, três ‘vices’, responsável financeiro, secretário e vogais” e apenas quatro pessoas transitam da anterior.

Os vice-presidentes são Paulo Pereira, Diogo Reis e Preciosa Baptista.

Os objetivos da nova liderança do RIR passam por “tentar aliar a mensagem que o Tino conseguiu construir a um discurso mais político”, indicou a presidente, justificando que o anterior líder “muitas vezes não era compreendido nas parábolas” que usava e que o partido necessita de “uma mensagem mais estruturada, mais forte, mais direta para que as pessoas entendam”.

Márcia Henriques quer também que o RIR deixe de ser conhecido como o “partido do Tino, para ser o Reagir, Incluir, Reciclar” e dar “a conhecer mais pessoas” do partido.

“Pessoas válidas, das mais diversas profissões e que têm capacidade de representar o partido quando for necessário, não passar só por uma pessoa, que é o que tem acontecido”, sustentou.

O RIR quer também comunicar melhor, através da comunicação social e redes sociais, manifestando “opinião sobre todos os assuntos e apresentando soluções”.

A nível interno, a nova líder falou também numa reorganização e na criação “de uma série de regulamentos que estão em falta”.

O RIR foi inscrito oficialmente no Tribunal Constitucional em 30 de maio de 2019 e é o segundo partido político mais recente.

Nas eleições legislativas de 2019 conseguiu 35.359 votos (0,67%) e nas eleições de janeiro desde ano 23.232 votos (0,42%), de acordo com os dados disponibilizados pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.

FM // JMR

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS