Marcelo quer acordo UE/Mercosul “a par com sensibilidade a desafios ambientais”

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul deve “ir a par com a sensibilidade de todos a desafios ambientais”.

Marcelo quer acordo UE/Mercosul

Marcelo quer acordo UE/Mercosul “a par com sensibilidade a desafios ambientais”

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul deve “ir a par com a sensibilidade de todos a desafios ambientais”.

Nova Iorque, 24 set 2019 (Lusa) – O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje, nas Nações Unidas, que o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul deve “ir a par com a sensibilidade de todos a desafios ambientais”.

O chefe de Estado abordou este tema de passagem, no seu discurso no debate geral da 74.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, quando falava de “sinais positivos” no quadro global.

“É favorável o acordo entre a UE e o Mercosul, que se deseja possa ir a par com a sensibilidade de todos relativamente a desafios ambientais”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em finais de agosto, face aos fogos na Amazónia, o Presidente da França, Emmanuel Macron, colocou em causa a assinatura deste acordo de livre comércio, com o argumento de que o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, “decidiu não respeitar os compromissos ambientais e não se empenhar em matéria de biodiversidade”.

O acordo de livre comércio entre a UE e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), de que fazem parte o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, foi fechado em 28 de junho, após 20 anos de negociações.

Em reação à posição assumida por Emmanuel Macron, no dia 23 de agosto, o primeiro-ministro português considerou que não se deve “confundir o drama que está a ser vivido neste momento na Amazónia com um acordo comercial, muito importante, e que levou mais de 20 anos a ser negociado”.

António Costa disse ainda que o acordo UE/Mercosul “não deve ser utilizado pelos países que sempre se opuseram à sua assinatura” e referiu que é “muito importante para a economia portuguesa”.

“Não se devem criar pretextos para retardar o acordo com o Mercosul ou encontrar aqui um novo tema de confrontação, porque não seria o caminho correto, nem útil para resolver o problema”, reforçou.

IEL (MDR/JPC) // JPS

By Impala News / Lusa

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