Marcelo defende que “não há lugar para querelas institucionais durante pandemias”

O Presidente defendeu que “não há lugar para querelas institucionais durante pandemias” e que nesta conjuntura a estabilidade se deve sobrepor aos ciclos eleitorais.

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Marcelo defende que “não há lugar para querelas institucionais durante pandemias”

O Presidente defendeu que “não há lugar para querelas institucionais durante pandemias” e que nesta conjuntura a estabilidade se deve sobrepor aos ciclos eleitorais.

Lisboa, 28 set 2020 (Lusa) – O Presidente da República defendeu hoje que “não há lugar para querelas institucionais durante pandemias” e que nesta conjuntura a estabilidade se deve sobrepor aos ciclos eleitorais e a “visões particularistas ou de promoção pessoal”.

“Essa é uma lição que nós aprendemos antes da pandemia, mas que nós desenvolvemos com a pandemia: não há lugar para querelas institucionais durante pandemias, não há lugar para querelas institucionais no decurso de uma gravíssima crise económica e social”, afirmou o chefe de Estado, no encerramento da 5.ª Cimeira do Turismo, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que está nos últimos seis meses do seu mandato e remeteu para novembro uma decisão sobre a sua eventual recandidatura nas presidenciais de 2021, considerou que no atual contexto “não há lugar para o chefe de Estado dizer uma coisa, o chefe do Governo dizer outra, o Governo dizer outra e o parlamento votar outra e as autoridades regionais ou locais fazerem o contrário”.

“Não é o problema de alguém se encostar mais ou menos a quem quer que seja. É questão de olhar para o interesse nacional e perceber que numa situação, não é crítica, é muito crítica, é fundamental a estabilidade”, acrescentou o chefe de Estado, argumentando que nos países onde houve instabilidade durante a atual pandemia de covid-19 “a gestão foi péssima, está a ser péssima e será péssima”.

Segundo o Presidente da República, neste momento os cidadãos querem ver nas posições dos diferentes responsáveis políticos, “para além da diversidade própria da democracia, uma linha de rumo que significa que se coloca acima de interesses particularistas de ciclos eleitorais, de posições pessoais, o interesse coletivo”.

“Porque a pandemia, pasme-se, não conhece ciclos eleitorais, porque a pandemia não conhece sensibilidades político-doutrinárias ou ideológicas, porque a pandemia não conhece visões particularistas ou de promoção pessoal ou de afirmação pessoal. E, normalmente, as crises económicas e sociais também não”, argumentou Marcelo Rebelo de Sousa, observando, em tom irónico: “Talvez seja uma falha, mas é a realidade sanitária e é a realidade económica e social”.

IEL // JPS

By Impala News / Lusa

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