Marcelo defende que não é preciso andar à procura de uma

Marcelo defende que não é preciso andar à procura de uma “ideia nova” para Portugal

O Presidente da República defendeu no Porto Santo que a Portugal deve ser uma “plataforma entre culturas e civilizações”, vincando que não é preciso andar à procura de uma “ideia nova”.

Porto Santo, Madeira, 01 nov (Lusa) – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje no Porto Santo que a Portugal deve ser uma “plataforma entre culturas e civilizações”, vincando que não é preciso andar à procura de uma “ideia nova”.

“Quando se pergunta qual é a ideia para Portugal, hoje, pergunta-se o óbvio. É a ideia de sempre, não precisamos de andar à busca de uma ideia nova para Portugal. Ela existe desde que Portugal se fez, atravessou os mares e partiu para todo o mundo”, disse o Marcelo Rebelo de Sousa, no discurso evocativo dos 600 anos da descoberta da do Porto Santo, que hoje se comemora.

O Presidente da República vincou que a descoberta da ilha, no arquipélago da Madeira, assinalou o começo da definição da “estratégia nacional” de transformar o país numa “plataforma entre culturas e civilizações, oceanos e continentes”.

“É essa a ideia para Portugal, não é outra. Depois, o resto – os regimes políticos, os regimes económicos, os regimes sociais – são obviamente importantes, mas o mais importante é essa ideia”, disse, sublinhando que tudo começou no Porto Santo.

A intervenção do Presidente da República ocorreu junto ao cais da cidade Vila Baleira, depois de ter assistido a uma missa na igreja matriz, presidida pelo bispo do Funchal, D. António Carrilho, e de ter inaugurado a estátua do infante D. Henrique, na alameda com o mesmo nome.

Na deslocação de curta distância entre a igreja e o local do discurso, Marcelo Rebelo de Sousa foi abordado por diversas pessoas, incluído comerciantes e elementos do movimento “Somos Porto Santo”, que o alertaram para os problemas do isolamento, da dupla insularidade, da mobilidade marítima e aérea, dos preços e da sazonalidade.

“Somos generais no verão e soldados no inverno”, disse o comerciante Luís Betencourt.

Quando discursou, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu em concreto à intervenção, no mesmo local, do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, que sublinhou as dificuldades de relacionamento entre a Região Autónoma da Madeira e a República.

“Seis séculos foram um contributo único para a humanidade e para a afirmação de Portugal, mas ao mesmo tempo é preciso ir mais longe”, disse o Presidente da República.

E acrescentou: “É preciso desbravar aqueles mares que estão por desbravar, é preciso aproximar quem é preciso aproximar, é preciso redescobrir formas de construir mais desenvolvimento, mais justiça, mais equidade, mais coesão.”

Marcelo Rebelo de Sousa disse, ainda, que este processo deve ser construído todos os dias na base da compreensão e do diálogo, ouvido o que cada qual tem para dizer e afirmando esse diálogo na base da riqueza própria de uma sociedade democrática.

Por outro lado, sublinhou que as comemorações dos 600 anos constituem um “dia histórico” para o Porto Santo, a Madeira, Portugal e o mundo, realçando que neste dia “é difícil não deixar o coração falar”.

“O mundo não seria o mesmo se não tem havido esta saga, esta gesta que por aqui começou”, disse, considerando que isto deve ser sempre tido em conta quando, atualmente, se redescobre a importância do diálogo, da tolerância, do respeito da dignidade da pessoa humana, da diversidade, do contacto e do convivo entre culturas e civilizações.

“Começou aqui. Começou aqui, nesta ilha. Começou aqui nesta região autónoma. Começou aqui nesta realidade sem a qual Portugal não seria o mesmo Portugal”, reforçou, declarando: “Viva o Porto Santo! Viva a Madeira!”

DYC/AMB // JPS

By Impala News / Lusa

Siga a Impala no Instagram

Impala Instagram


RELACIONADOS

Marcelo defende que não é preciso andar à procura de uma “ideia nova” para Portugal

O Presidente da República defendeu no Porto Santo que a Portugal deve ser uma “plataforma entre culturas e civilizações”, vincando que não é preciso andar à procura de uma “ideia nova”.