Marcelo defende “acordos de regime” e desaconselha “o quanto pior, melhor”

O Presidente da República defendeu hoje, a propósito do rejuvenescimento das empresas, que é fundamental haver “o mínimo de estabilidade” e “acordos de regime” em certas matérias e desaconselhou “o quanto pior, melhor”.

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Marcelo defende “acordos de regime” e desaconselha “o quanto pior, melhor”

O Presidente da República defendeu hoje, a propósito do rejuvenescimento das empresas, que é fundamental haver “o mínimo de estabilidade” e “acordos de regime” em certas matérias e desaconselhou “o quanto pior, melhor”.

Marcelo Rebelo de Sousa insistiu também que este é um ano decisivo, tendo em conta haverá eleições que nos anos seguintes até ao fim da legislatura: “O que não for feito em 2023 é feito em clima eleitoral em 2024 e 2025 e 2026, não é tão bem feito”.

O chefe de Estado falava nas instalações do “Hub Criativo do Beato”, em Lisboa, na sessão de lançamento do “Pacto mais e melhores empregos para os jovens” promovido pela Fundação José Neves — criada pelo empresário José Neves, dono da Farfetch — e pelo Governo e assinado por 50 empresas.

“Este é um empurrão que dão aqueles que estão em melhor posição para o dar num esforço coletivo conjugado para essa mudança no domínio específico do emprego jovem”, considerou.

Numa intervenção de meia hora, o Presidente da República defendeu que o “rejuvenescimento no domínio empresarial e social” beneficia a sociedade como um todo e que é preciso “permanentemente prosseguir como objetivo, se possível na coisa mais difícil em Portugal de obter, que são acordos de regime”.

“É a coisa mais difícil, realmente, num país tão pequenino, realmente, mas isso é muito Europa do Sul, agora agravado em toda a Europa com os populismos, e com as inorganicidades e com as fulanizações, é muito difícil de explicar por que é que em certas matérias é fundamental haver a conjugação mais ampla de esforços, ganham todos”, lamentou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “às vezes há um vórtice para o abismo, uma coisa, um apelo da corrida para o abismo que não faz sentido, com o quanto pior, melhor”.

“Mas o quanto pior, melhor é bom para quem?”, interrogou, acrescentando: “Para quem tem de enfrentar os problemas no momento existentes, é mau. Para quem tem de os enfrentar amanhã ou depois de amanhã ou no dia seguinte, é pior”.

IEL // SF

By Impala News / Lusa

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