Marcelo considera não fazer “sentido haver uma crise política no início de uma legislatura”

Presidente da República deseja que Orçamento do Estado para 2020 seja aprovado em votação final global e considera não fazer “sentido haver uma crise política no início de uma legislatura”.

Marcelo considera não fazer

Marcelo considera não fazer “sentido haver uma crise política no início de uma legislatura”

Presidente da República deseja que Orçamento do Estado para 2020 seja aprovado em votação final global e considera não fazer “sentido haver uma crise política no início de uma legislatura”.

Sintra, Lisboa, 30 jan 2020 (Lusa) – O Presidente da República manifestou hoje o desejo de que o Orçamento do Estado para 2020 seja aprovado em votação final global e considerou que “não faz sentido haver uma crise política no início de uma legislatura”.

No final de uma visita à fábrica de cerâmica Viúva Lamego, no concelho de Sintra, Marcelo Rebelo de Sousa recusou comentar a possibilidade de se formar uma maioria no parlamento que aprove, contra a vontade do PS, uma descida do IVA da eletricidade para consumo doméstico, no quadro do Orçamento do Estado para 2020.

“Aquilo que eu desejo e que há muito digo que espero é que haja Orçamento – até porque temos de passar para outra fase, que é a preparação do Orçamento para o ano seguinte”, afirmou o Presidente da República.

Questionado se teme que haja instabilidade política, respondeu: “Eu espero que não. As eleições foram há muito pouco tempo, foram em outubro. Estamos no começo da legislatura, num momento em que a Europa está numa encruzilhada, num momento em que o mundo também está de alguma maneira expectante das eleições norte-americanas. Penso que não faz sentido haver uma crise política no início de uma legislatura e o que é desejável é que a legislatura siga o seu curso e termine quando tem de terminar”.

Questionado sobre o IVA da eletricidade, o chefe de Estado começou por referir que o Orçamento do Estado para 2020, “se for aprovado”, deverá chegar às suas mãos para promulgação até ao final de fevereiro.

“Depois formularei a minha opinião. Neste momento, não me vou pronunciar sobre a votação de um artigo ou de uma alínea”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando: “Eu desejo que seja aprovado e continuo convicto de que há condições para ser aprovado, mas a última palavra é do parlamento”.

Perante a insistência dos jornalistas para que comentasse um cenário de descida do IVA aprovada por uma “coligação negativa”, como lhe chama o PS, o Presidente da República reiterou que não irá “comentar aquilo que está em debate no parlamento”.

“O parlamento vai iniciar agora a votação de um número enorme, imenso de propostas de alteração. Até à votação final global, qualquer intervenção do Presidente da República seria uma forma de limitar ou condicionar aquilo que é o direito dos deputados”, argumentou.

IEL // ACL

By Impala News / Lusa

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