Marcelo chega a Dublin 23 anos depois da última visita oficial

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, chega a Dublin para uma visita de Estado de dois dias à Irlanda, país que há 23 anos não é visitado oficialmente por um Presidente português

Marcelo chega a Dublin 23 anos depois da última visita oficial

Marcelo chega a Dublin 23 anos depois da última visita oficial

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, chega a Dublin para uma visita de Estado de dois dias à Irlanda, país que há 23 anos não é visitado oficialmente por um Presidente português

Na carta que enviou ao parlamento sobre esta deslocação, o chefe de Estado refere que “esta visita de Estado realiza-se na sequência do convite repetido, desde que visitou Portugal em 2015”, do seu homólogo irlandês, Michael Higgins, e “esteve marcada para maio de 2020, tendo sido adiada devido à pandemia de covid-19”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta que “a viagem tem como objetivos estreitar a relação com as autoridades irlandesas, num contexto europeu, tendo em conta a situação do pós-‘Brexit’ e a relação com o Reino Unido, bem como contactos com a comunidade portuguesa”.

Jorge Sampaio foi o último Presidente português a deslocar-se oficialmente a este país da União Europeia, há 23 anos, entre maio e junho de 1999, numa visita de Estado. Sampaio voltou a Dublin em 2004, dessa vez já não em visita oficial, para uma conferência sobre VIH/Sida. Mário Soares também esteve na Irlanda em visita de Estado, em junho de 1993.

A chegada de Marcelo Rebelo de Sousa à capital da Irlanda está prevista para as 19:00 de hoje.

O programa oficial da sua visita, concentrado em Dublin, entre quarta e quinta-feira, inclui encontros com o Presidente da Irlanda, Michael D. Higgins, com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, e uma visita ao parlamento irlandês, que tem duas câmaras.

O chefe de Estado estará acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e por deputados dos cinco partidos com maior representação parlamentar: Rosário Gambôa, do PS, Germana Rocha, do PSD, Rui Paulo Sousa, do Chega, Patrícia Gilvaz, da Iniciativa Liberal, e Alma Rivera, do PCP.

Numa nota publicada sobre esta visita de Estado, a Presidência da República assinala que acontece “no ano em que se celebra o 80.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a Irlanda”.

De acordo com a Agência para o Investimento e o Comércio Externo de Portugal (AICEP), que cita dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Irlanda foi o 21.º cliente das exportações portuguesas de bens em 2021, com uma quota de 0,7% do total, e ocupou a 17.ª posição ao nível das importações, com uma quota de 1%.

Ao longo do período 2017-2021 houve um crescimento médio anual de 7,5% das exportações e de 17,6% das importações. Ainda segundo a AICEP, a balança comercial de bens é desfavorável a Portugal, com um défice de 375 milhões de euros em 2021.

A Irlanda não faz parte da NATO optando por manter uma posição de neutralidade. É membro da União Europeia desde 1973, mas não integra o espaço Schengen de livre circulação de pessoas.

Segundo o portal do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, em 2020 havia 9.542 inscrições consulares de portugueses na Irlanda e há registo de 2.630 irlandeses a residir em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa e Michael Higgins têm-se cruzado em encontros do Grupo de Arraiolos, que reúne chefes de Estado europeus sem poderes executivos.

Higgins, Presidente da Irlanda desde novembro de 2011, esteve em Portugal em visita de Estado entre 09 e 10 de dezembro de 2015, quando Aníbal Cavaco Silva era Presidente da República.

As suas antecessoras na chefia do Estado irlandês Mary Robinson e Mary Mary McAleese também visitaram Portugal, respetivamente, em junho de 1991 e novembro de 2002, durante os mandatos presidenciais de Mário Soares e Jorge Sampaio.

Esta será a 18.º visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa, depois das que realizou a Moçambique, Suíça e Cuba, em 2016, a Cabo Verde, Senegal, Croácia, Luxemburgo e ao México, em 2017, a São Tomé e Príncipe, Grécia, Egito e Espanha, em 2018, a Angola, China, Costa do Marfim e Itália, em 2019, e à índia, em 2020.

IEL // JPS

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS