Marcelo andou de táxi na Praia, associação regozija-se e deixa chamada de atenção

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, andou de táxi na cidade da Praia, “uma voltinha” que a associação da classe viu com “enorme satisfação”, mas aproveitou para deixar uma chamada de atenção às autoridades cabo-verdianas.

Marcelo andou de táxi na Praia, associação regozija-se e deixa chamada de atenção

Marcelo andou de táxi na Praia, associação regozija-se e deixa chamada de atenção

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, andou de táxi na cidade da Praia, “uma voltinha” que a associação da classe viu com “enorme satisfação”, mas aproveitou para deixar uma chamada de atenção às autoridades cabo-verdianas.

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, andou de táxi na cidade da Praia, “uma voltinha” que a associação da classe viu com “enorme satisfação”, mas aproveitou para deixar uma chamada de atenção às autoridades cabo-verdianas. Numa nota publicada na sua página oficial, a Associação de Táxis da Praia referiu que foi “com enorme satisfação e alegria” que tomou conhecimento de que Marcelo Rebelo de Sousa usou o serviço de táxi para “dar uma voltinha” pela cidade da Praia, durante uma visita ao arquipélago para a cerimónia de posse do novo Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves.

A viagem de táxi foi feita na segunda-feira, entre o hotel onde Marcelo esteve hospedado, na Prainha, e a padaria portuguesa Pão Quente, em Achada de Santo António, em cerca de dois minutos, não custando mais do que 150 escudos cabo-verdianos (1,36 euros).

Segundo a associação, não que não disponha de viatura oficial, mas sim a simplicidade do chefe de Estado português, que constituiu uma valorização do serviço, dando a certeza de que “ninguém é mais do que ninguém”. “A Associação dos Taxistas da Praia só tem de agradecer ao senhor Presidente Marcelo Rebelo (de Sousa) pela sua confiança depositada no nosso serviço. Obrigado, mais uma vez, senhor Presidente”, escreveu.

A associação aproveitou para deixar uma chamada de atenção às autoridades cabo-verdianas, sublinhando que os taxistas são “desprezados” em Cabo Verde pelos próprios cabo-verdianos. “Somos proibidos de entrar em alguns lugares como o Palácio do Governo, Assembleia Nacional, Palácio da Presidência da República, parece que somos uns criminosos do 1-° grau”, lamentou. “E com o comportamento do Presidente português ficamos com a certeza de que somos servidores públicos e que não temos limites e que somos profissionais como qualquer outro”, acrescentou a associação, lamentando que muitas vezes lhes seja negada a prestação de serviços nessas instituições da República de Cabo Verde porque são proibidos de entrar.

“Instituições não é a casa privada de ninguém, tivemos o conhecimento de que por várias vezes as pessoas preferem recorrer aos veículos que fazem serviços clandestinos para esses lugares porque eles sim não são impedidos de entrarem em lugar nenhum, e nós somos impedidos só porque os nossos veículos são pintados a cor do Táxi”, terminou.

Segundo a associação, existem cerca de 650 táxis legalizados na cidade da Praia, mas outros tantos são clandestinos, fazendo concorrência desleal a esses profissionais. Ainda na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Igreja Nossa Senhora do Rosário, na Cidade Velha, património mundial, teve um encontro com a comunidade portuguesa residente da cidade da Praia, e condecorou o agora ex-chefe de Estado Jorge Carlos Fonseca.

José Maria Neves foi empossado na terça-feira como quinto Presidente da República de Cabo Verde perante a Assembleia Nacional, cerimónia à qual assistiram ainda os chefes de Estado de Angola, Guiné-Bissau, Gana e Senegal. O antigo primeiro-ministro cabo-verdiano venceu as eleições presidenciais de 17 de outubro, à primeira volta, com 95.974 votos, equivalente a 51,7% do total.

 

 

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