Manifestantes voltam às ruas para protestar contra violência policial na Colômbia

Milhares de manifestantes voltaram às ruas para protestar contra a violência policial, 11 dias após o início de uma vaga de protestos originada pela morte de um homem às mãos da polícia.

Manifestantes voltam às ruas para protestar contra violência policial na Colômbia

Manifestantes voltam às ruas para protestar contra violência policial na Colômbia

Milhares de manifestantes voltaram às ruas para protestar contra a violência policial, 11 dias após o início de uma vaga de protestos originada pela morte de um homem às mãos da polícia.

Milhares de manifestantes voltaram às ruas na Colômbia, na segunda-feira, para protestar contra a violência policial, 11 dias após o início de uma vaga de protestos originada pela morte de um homem às mãos da polícia.

Pelo menos nove pessoas foram detidas na segunda-feira após terem tentado saquear bancos e bens públicos, segundo o chefe da Polícia, general Atehortua, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Confrontos com a Polícia anti-motim, que lançou gás lacrimogéneo, registaram-se na capital, Bogotá, Medellin e Pasto, de acordo com a mesma fonte.

A vaga de protestos, que fez 13 mortos e centenas de feridos entre 10 e 12 de setembro, foi desencadeada pela morte de um advogado, em 09 de setembro, após o uso repetido de um ‘taser’ (arma elétrica) por dois polícias, em Bogotá.

O homem, de 46 anos, foi imobilizado no chão por dois agentes e sujeito a repetidos choques elétricos, um incidente cujas imagens, captadas por testemunhas, causaram indignação no país, fazendo lembrar o caso do afro-americano George Floyd, sufocado por agentes da polícia, nos Estados Unidos. A vítima acabaria por morrer horas depois, no hospital.

Um vídeo de quase dois minutos mostra dois agentes da polícia colombiana a administrarem choques elétricos ao advogado Javier Ordoñez, enquanto este implora “por favor” e “agentes, peço-vos”, com testemunhas da cena a pedirem também à polícia que pare.

Na segunda-feira, a justiça colombiana ordenou a detenção preventiva dos dois polícias, acusados de tortura e homicídio qualificado, segundo a AFP.

Em 11 de setembro, o alto representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, pediu uma investigação à violência policial na Colômbia e a punição dos responsáveis, instando o país a adotar “medidas institucionais” para evitar que se repitam casos como este.

A Amnistia Internacional também condenou os “atos de tortura” de que foi vítima Javier Ordoñez e apelou ao fim do “uso excessivo da força [policial]” contra os manifestantes.

 

 

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