Mali: Alemanha anuncia que vai retirar as suas tropas até maio de 2024

A Alemanha pretende retirar as suas tropas do Mali até maio de 2024, pondo fim ao seu envolvimento na missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), anunciou hoje o executivo alemão.

Mali: Alemanha anuncia que vai retirar as suas tropas até maio de 2024

Mali: Alemanha anuncia que vai retirar as suas tropas até maio de 2024

A Alemanha pretende retirar as suas tropas do Mali até maio de 2024, pondo fim ao seu envolvimento na missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), anunciou hoje o executivo alemão.

“O Governo alemão decidiu hoje propor ao Bundestag a última prorrogação do mandato da intervenção da Bundeswehr no Mali por um ano, em maio de 2023, para que esta intervenção termine de forma estruturada, após 10 anos”, disse o porta-voz, Steffen Hebestreit, em comunicado.

Esta prorrogação final “tem em conta as eleições no Mali, marcadas para fevereiro de 2024”.

A decisão foi anunciada após uma reunião entre a Chancelaria, os ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, na qual participou o chanceler Olaf Scholz.

Acontece numa altura em que o futuro da missão da ONU, que está em vigor desde 2013 para estabilizar o país ameaçado de colapso sob a pressão do terrorismo, é cada vez mais incerto: Seis países decidiram no espaço de poucos meses parar ou suspender a participação dos seus soldados.

A Bundeswehr é um dos principais contribuintes para a missão com um contingente de até 1.400 soldados.

Uma fonte governamental disse à agência France-Presse na semana passada que a retirada alemã aconteceria até ao final de 2023.

Mas a decisão de se retirar da missão da ONU, e o calendário preciso, causou tensões no seio da coligação governamental alemã, segundo vários meios de comunicação social.

A ministra da Defesa, Christine Lambrecht, do partido social-democrata do chanceler, e o Exército há meses que têm vindo a pressionar para uma retirada, argumentando que a junta militar do Mali está a impedir as tropas de levarem a cabo a sua missão, informou o semanário Spiegel.

Mas a ministra dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, do Partido Verde, opôs-se a uma retirada, dizendo que a missão era necessária para proteger a população civil do país e que uma partida iria prejudicar a reputação internacional da Alemanha.

A cidade de Gao, no leste do Mali, é o lar do principal campo do Exército alemão, que está principalmente envolvido em operações de reconhecimento.

Os voos de reconhecimento da Bundeswehr para garantir a segurança das suas patrulhas foram interrompidos várias vezes nos últimos meses devido a tensões com o Governo do Mali, ou a problemas administrativos.

O Ministério da Defesa afirmou na semana passada que o Mali não tinha concedido as licenças necessárias para os seus ‘drones’ após 11 de outubro.

A junta militar dominante do Mali expulsou as tropas francesas que intervieram através da força Barkhane e deixou o país este verão, exercendo mais pressão sobre as forças de manutenção da paz da ONU.

SMM // LFS

By Impala News / Lusa

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