Mais de mil migrantes chegaram ao centro de acolhimento de Lampedusa nas últimas 24 horas

O centro de acolhimento de Lampedusa dá abrigo a 1.215 migrantes, após os 14 desembarques ocorridos nas últimas 24 horas, o que voltou a criar uma situação de emergência na pequena ilha italiana.

Mais de mil migrantes chegaram ao centro de acolhimento de Lampedusa nas últimas 24 horas

Mais de mil migrantes chegaram ao centro de acolhimento de Lampedusa nas últimas 24 horas

O centro de acolhimento de Lampedusa dá abrigo a 1.215 migrantes, após os 14 desembarques ocorridos nas últimas 24 horas, o que voltou a criar uma situação de emergência na pequena ilha italiana.

Segundo os media italianos, havia apenas 137 pessoas no centro de acolhimento da ilha, que é uma porta de entrada para a Europa para os migrantes que fogem da África em busca de melhores condições de vida, mas, durante o dia de sábado, centenas começaram a chegar em pequenas embarcações ou foram resgatados por lanchas da Guarda Costeira.

Também na madrugada de sexta-feira, 24 pessoas foram resgatadas por um barco pesqueiro de Lampedusa e, durante as agitadas operações de transbordo, alguns migrantes caíram à água e tiveram de ser salvos pelos marinheiros.

Está previsto que, nas próximas horas, grupos de migrantes sejam transferidos para outras localidades sicilianas para descongestionar o centro de acolhimento de Lampedusa, que tem capacidade para cerca de 200 pessoas.

O navio Geo Barents, da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), o único barco humanitário atualmente em operação no Mediterrâneo central, realizou várias operações de resgate no fim de semana e transporta um total de 410 migrantes a bordo, aguardando que as autoridades italianas lhes permitam entrar num porto.

Num comunicado, o presidente da MSF, David Noguera, denunciou mais uma vez que “a gravidade da situação humanitária no Mediterrâneo Central é uma consequência direta das imprudentes políticas europeias de não assistência no mar, que estão a condenar pessoas à morte” .

Até ao passado dia 10 de junho, mais de 15.000 pessoas chegaram à costa italiana e pelo menos 675 pessoas morreram ou desapareceram enquanto tentavam atravessar o Mediterrâneo central.

No mesmo período, quase 11.000 refugiados e migrantes foram intercetados e enviados de volta, à força, para a Líbia pela guarda costeira deste país.

PD // MSF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS