Mais de 630 detidos em manifestação contra resultado das eleições na Bielorrússia

Um total de 633 pessoas foram detidas durante uma manifestação realizada no domingo em Minsk, na Bielorrússia, para contestar a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, anunciou hoje a polícia local.

Mais de 630 detidos em manifestação contra resultado das eleições na Bielorrússia

Mais de 630 detidos em manifestação contra resultado das eleições na Bielorrússia

Um total de 633 pessoas foram detidas durante uma manifestação realizada no domingo em Minsk, na Bielorrússia, para contestar a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, anunciou hoje a polícia local.

“Um total de 633 pessoas foram detidas ontem [domingo] por violarem a lei sobre eventos em massa”, disse o Ministério do Interior da Bielorrússia, em comunicado hoje divulgado.

De acordo com o ministério, 363 dos detidos ainda estão hoje em prisão preventiva, a aguardar que o tribunal se pronuncie sobre os seus casos.

Este foi o maior número de detenções feito numa manifestação de protesto contra os resultados anunciados das eleições presidenciais de 09 de agosto, quando Alexander Lukashenko conquistou um sexto mandato com 80% dos votos, eleições consideradas fraudulentas pela oposição.

No domingo, o grupo bielorrusso de defesa dos direitos humanos Viasna avançou que várias dezenas de manifestantes tinham sido detidos à margem da marcha de protesto da oposição.

Mostrando as cores branca e vermelha da oposição, a multidão convergiu de vários bairros para o centro de Minsk, onde foi instalado um importante dispositivo de segurança.

No sábado foram cerca de 5.000 as mulheres que desfilaram na capital bielorrussa, pedindo a demissão do Presidente Alexander Lukashenko, enquanto estudantes universitários também se manifestavam contra a detenção de colegas noutros protestos.

Lukashenko, de 66 anos e que há 26 lidera a ex-república soviética de 9,5 milhões de habitantes, tem acusado os manifestantes de serem “marionetas” do Ocidente.

A líder da oposição na Bielorrússia, Svetlana Tikhanovskaya, que se exilou na Lituânia após o escrutínio, exigiu na sexta-feira perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas o uso de “todos os mecanismos”, incluindo sanções, para terminar a violência e as “violações dos direitos humanos” do Governo de Minsk.

Nos primeiros dias de protestos, a polícia deteve cerca de 7.000 pessoas e reprimiu centenas de forma musculada, suscitando protestos internacionais e ameaça de sanções.

Tikhanovskaya, 37 anos, também solicitou o envio imediato de observadores internacionais para que documentem a situação no terreno e a convocação de uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos para discutir a crise na Bielorrússia.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitaram a recente vitória eleitoral de Lukashenko e condenaram a repressão policial, exortando Minsk a estabelecer um diálogo com a oposição.

 

PMC (PAL/PCR)

By Impala News / Lusa

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