Mais de 300 detidos e um morto na invasão do aeroporto de Arequipa, no Peru

Segundo Romero, a vítima mortal foi identificada como Carlos Condori Arcana, 30 anos, atingido por um tiro no abdómen.

Mais de 300 detidos e um morto na invasão do aeroporto de Arequipa, no Peru

Mais de 300 detidos e um morto na invasão do aeroporto de Arequipa, no Peru

Segundo Romero, a vítima mortal foi identificada como Carlos Condori Arcana, 30 anos, atingido por um tiro no abdómen.

Cerca de 300 pessoas foram detidas pela polícia após terem invadido o aeroporto de Arequipa, na segunda maior cidade do Peru, ação que provocou um morto e 38 feridos e no quadro das manifestações antigovernamentais. Os números são os avançados pela polícia e pelo governo do Peru, depois de mais um dia de distúrbios em várias regiões do país, com os manifestantes a exigirem a demissão da Presidente Dina Boluarte, que assumiu o cargo após a destituição do ex-presidente Pedro Castillo.

Hoje, o ministro do Interior peruano, Vicente Romero, anunciou a morte de um civil, quando quinta-feira, um grupo de manifestantes tentava invadir o aeroporto Alfredo Rodriguez, em Arequipa, no sul do Peru.

Segundo Romero, a vítima mortal foi identificada como Carlos Condori Arcana, 30 anos, atingido por um tiro no abdómen.

Os protestos continuam à medida que o Peru cumpre hoje um dia de greve geral contra o atual Governo e Congresso peruanos, sobretudo nas principais cidades do país, como Lima, La Libertad, Puno, Cuzco, Iça, Arequipa e Lambayeque, adianta o jornal local La República. Entre os feridos, 22 são membros da Polícia Nacional do Peru, enquanto os restantes 16 são civis que participaram dos protestos.

Romero destacou que, embora as manifestações tenham começado de forma pacífica, foram “evoluindo de forma violenta com agressões físicas e verbais contra a Polícia, o que levou ao uso da força”. Além disso, estimou que há danos materiais nos aeroportos de Cuzco, Puno e Arequipa.

Os manifestantes irromperam no aeroporto de Arequipa após derrubarem as vedações metálicas do perímetro do terminal aéreo, com a polícia a responder com o lançamento de gás lacrimogéneo. Previamente, o Ministério dos Transportes e Comunicações peruano tinha anunciado o encerramento do aeroporto “para prevenir a integridade da cidadania e a segurança das operações aeronáuticas”.

Até ao momento, pelo menos 54 pessoas, incluindo um polícia, foram mortas durante os protestos, iniciados em dezembro e que registaram uma pausa no Natal para serem retomados nos primeiros dias de janeiro. Os manifestantes, proveniente das zonas mais pobres do país, exigem a demissão de Boluarte, a dissolução do Congresso e a convocação imediata de eleições para uma assembleia constituinte.

Querem também a punição dos responsáveis policiais e militares envolvidos na sangrenta repressão dos protestos e a libertação do ex-presidente Pedro Castillo, acusado de promover um “golpe de Estado” constitucional e em prisão preventiva.

Terça-feira, Boluarte — que no início de dezembro substituiu o então presidente Pedro Castillo –, declarou que as estradas ocupadas pelos manifestantes iriam ser desbloqueadas pelas forças policiais e militares, e disse esperar que, nos protestos em Lima, fossem expressas as reivindicações sociais, mas não políticas, numa referência às diversas palavras de ordem ecoadas nos protestos e onde se inclui a sua imediata demissão.

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