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Mais de 240 peticionários pedem entrada da EMEL na freguesia lisboeta de Benfica

Mais de 240 peticionários pedem entrada da EMEL na freguesia lisboeta de Benfica

Mais de 240 cidadãos assinaram uma petição, discutida hoje na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que pede a entrada da EMEL nas ruas limítrofes ao centro comercial Fonte Nova para pôr fim ao “estacionamento selvagem e caótico” naquela zona.

Falando numa reunião da comissão de Transportes, Mobilidade e Segurança da AML destinada a ouvir os peticionários, um grupo de moradores defendeu que, com a entrada da EMEL — Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, a pressão do estacionamento vai melhorar, embora um morador tenha ressalvado que a freguesia não terá o “paraíso do estacionamento”.

Ainda assim, João Duarte da Silva admitiu que a empresa pode ajudar a “diminuir o caos”, que, de acordo com a petição (245 assinaturas), foi agravado sobretudo “desde que as freguesias de São Domingos de Benfica e de Carnide têm o parqueamento ordenado pela EMEL”.

A peticionária Margarida Galvão explicou que “o que cria ali o caos” são “as pessoas que estacionam o dia todo” para irem trabalhar e “pessoas que inclusivamente vão de férias e deixam os carros” durante vários dias naquela zona.

Intervindo na sessão, a presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Inês Drummond (PS), referiu que os lugares de estacionamento são ocupados por pessoas que trabalham no Centro Comercial Colombo e no Hospital da Luz, tendo a munícipe Maria Eugénia acrescentado que também pessoas que trabalham noutras zonas ocupam aqueles lugares, uma vez que o local “tem imensos transportes públicos à volta”.

Margarida Galvão acrescentou também que “há vários carros abandonados”, problema que acredita que será resolvido com a “tarifação do estacionamento”.

Os subscritores da petição presentes na sessão e a presidente da junta sublinharam ainda que o problema “é muito específico” daquela zona.

Inês Drummond notou que há ruas da freguesia onde o problema é sentido sobretudo à noite, contudo, naquela envolvente há dificuldade em encontrar estacionamento sobretudo durante o dia, o que “prejudica a qualidade de vida dos moradores e do comércio”.

Entre hoje e sábado, das 10:00 às 22:30, está a decorrer uma consulta informal, promovida pela junta, para conhecer a posição dos moradores relativamente à entrada da EMEL na zona envolvente da avenida do Colégio Militar e do Fonte Nova, conforme disse à Lusa a presidente da autarquia na terça-feira.

No entanto, nem todos os subscritores desta petição são abrangidos pela consulta, uma vez que a zona 45 (na qual se debruça a votação) deixa de fora algumas ruas contíguas.

Na terça-feira, Inês Drummond explicou, em declarações à Lusa, que desde 2008 “a EMEL tem no seu plano de exploração a possibilidade de entrar nesta zona”, não tendo a autarquia dado o seu parecer positivo até hoje.

Contudo, “quer Carnide, quer São Domingos de Benfica, portanto toda a zona envolvente, já está tarifada”, pelo que “há uma grande pressão de estacionamento” que “tem dificultado muito a vida aos moradores”, considerou Inês Drummond.

“Nesse sentido, e porque a junta entende que de facto há ali uma grande pressão de estacionamento e de procura de estacionamento, e que isto já está a comprometer a qualidade de vida dos moradores, achamos que está na altura de fazermos esta consulta e, em função do resultado […], conversarmos ou não com a EMEL, no sentido de ver a viabilidade de a EMEL poder entrar nesta zona, protegendo melhor os moradores”, destacou a autarca.

Também no mesmo dia, fonte oficial da EMEL esclareceu que a entidade é alheia a este processo, notando, no entanto, que “à partida não entra nunca sem a vontade da junta de freguesia”.

Hoje, a Provedoria de Justiça questionou a junta sobre a “consulta de bairro”, dando conta da recomendação que fez em 2016 à Junta de Freguesia de Campolide, aquando da realização de uma consulta popular para a alteração do pavimento.

Nessa altura, “o provedor de Justiça concluiu que foram preteridas formalidades essenciais previstas no Regime Jurídico do Referendo Local, nomeadamente a fiscalização prévia do Tribunal Constitucional e da Assembleia Municipal, e não foram respeitadas garantias essenciais de isenção e imparcialidade (designadamente quanto à constituição e funcionamento das mesas de voto)”.

TYS // ROC

By Impala News / Lusa

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