Magistrados do Ministério Público angolano ameaçam paralisara partir de 21 de março

Os procuradores do Ministério Público angolano ameaçaram hoje paralisar as atividades laborais a partir de 21 de março em protesto contra as “precárias condições sociolaborais e o silêncio do patronato”, embora tenham manifestado abertura para o diálogo.

Magistrados do Ministério Público angolano ameaçam paralisara partir de 21 de março

Magistrados do Ministério Público angolano ameaçam paralisara partir de 21 de março

Os procuradores do Ministério Público angolano ameaçaram hoje paralisar as atividades laborais a partir de 21 de março em protesto contra as “precárias condições sociolaborais e o silêncio do patronato”, embora tenham manifestado abertura para o diálogo.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Magistrados do Ministério Público (SNMMP) angolano, José Buanga, a decisão de avançar com uma paralisação por um período de dez dias, entre 21 de março e 01 de abril de 2022, foi deliberada em assembleia extraordinária de outubro de 2021 e será cumprida se a tutela atender aos pedidos.

“Há, de facto, a pretensão dos magistrados, por via do sindicato, de paralisar os trabalhos nesse período, em forma de protesto e não de greve, por que o nosso estatuto não nos permite fazer greve”, afirmou hoje José Buanga em entrevista à Lusa.

As péssimas condições laborais, restrições dos seus direitos e regalias figuram entre as reivindicações dos magistrados angolanos, que lamentam igualmente o silêncio do presidente do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público em face das cartas remetidas.

As missivas sobre as “gritantes condições” em que os magistrados trabalham, explicou o presidente do SNMMP, foram remetidas com o conhecimento do executivo e da Assembleia Nacional (parlamento angolano).

“Cartas, onde também apontamos as possíveis soluções, que infelizmente para o nosso desagrado não tiveram qualquer resposta até hoje”, disse.

E, em face disso, devemos levar a peito essa paralisação, mas dizer que a direção do sindicato está aberta a possíveis negociações com as autoridades com competência para fazê-lo”, notou.

A paralisação, como observa José Buanga, “no fundo é o último recurso que temos para de forma clara mostrar o quão gritante tem sido a falta de comunicação e atenção da nossa magistratura para connosco”.

O SNMMP, num comunicado aos filiados, datado de 05 de março de 2022, e que a Lusa teve hoje acesso, realça que a referida paralisação “não tem caráter de greve, pelo que, apela-se aos filiados a se fazerem presentes nos respetivos locais de trabalho, não devendo, entretanto, praticar qualquer ato ligado à atividade laboral”.

Os magistrados do Ministério Público de Angola promoveram, em julho de 2021, manifestações a nível do país onde denunciavam o seu descontentamento fruto das “más condições” socioprofissionais.

DYAS // PJA

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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