Macron que diz «não» às interconexões disse «sim» em Lisboa

O primeiro-ministro disse hoje em Praga que Portugal vai “persistir” na tentativa de convencer a França relativamente às interconexões, até porque “o Presidente Macron que disse «não»” agora “é o mesmo” que já disse «sim» várias vezes.

Macron que diz «não» às interconexões disse «sim» em Lisboa

Macron que diz «não» às interconexões disse «sim» em Lisboa

O primeiro-ministro disse hoje em Praga que Portugal vai “persistir” na tentativa de convencer a França relativamente às interconexões, até porque “o Presidente Macron que disse «não»” agora “é o mesmo” que já disse «sim» várias vezes.

Um dia após o Presidente francês ter voltado a manifestar, em Praga, a sua oposição a um gasoduto que ligue a Península Ibérica ao resto da Europa, designadamente o projeto «Midcat» através dos Pirenéus, Costa, ao ser questionado sobre se Portugal e Espanha vão desistir de tentar convencer França, respondeu que não, até porque, apontou, a rejeição por parte de Emmanuel Macron a este projeto tem sido “entremeada com ‘sins'”, incluindo por escrito.

“Acho que é preciso persistir, além do mais porque o Presidente Macron que disse «não» é o mesmo Presidente Macron que, em 2018, assinou em Lisboa uma declaração que previa quer o incremento das interconexões elétricas, quer o incremento das interconexões gasíferas”, disse, referindo-se à Cimeira das Interligações celebrada na capital portuguesa em 2018, com a participação de Costa, Macron e do chefe de Governo espanhol, Pedro Sánchez.

De acordo com António Costa, “o «não» da França não é novo, mas tem sido sempre entremeado com «sins»”.

“Pronto, agora está na fase do «não», esperemos que rapidamente volte à fase do «sim»”, declarou António Costa, que reiterou a importância de a Europa avançar com as interconexões de gás da Península Ibérica ao resto da Europa, através dos Pirenéus, e lembrou que este é um tema que se arrasta há já muitos anos, sendo que a realidade agora é diferente, sobretudo à luz da guerra lançada pela Rússia na Ucrânia.

ACC // SF

By Impala News / Lusa

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