Macron pede posição unida e firme da Europa em relação à Turquia

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu hoje que a Europa tenha uma voz mais unida, clara e firme em relação à Turquia, que “já não é um parceiro” no Mediterrâneo oriental.

Macron pede posição unida e firme da Europa em relação à Turquia

Macron pede posição unida e firme da Europa em relação à Turquia

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu hoje que a Europa tenha uma voz mais unida, clara e firme em relação à Turquia, que “já não é um parceiro” no Mediterrâneo oriental.

“A Europa deve ter uma voz mais unida e clara” em relação à Turquia, disse Macron antes da cimeira dos países do sul da União Europeia (Med7), realizada na Córsega.

“Nós, europeus, devemos ser claros e firmes com o Governo do Presidente (turco, Recep Tayyip) Erdogan, que hoje tem comportamentos inaceitáveis”, declarou ainda o chefe de Estado de França.

O Presidente francês disse que é preciso “esclarecer” as intenções do chefe de Estado turco, sublinhando, no entanto, o seu “profundo desejo” de “retomar um diálogo frutífero com a Turquia”.

“Tem havido práticas inaceitáveis na costa da Líbia”, disse o chefe de Estado francês.

“A Turquia assinou acordos inaceitáveis com o Governo de União Nacional líbio, negando os direitos legítimos da Grécia”, declarou Macron, afirmando ainda que “a Turquia tem práticas de perfuração na zona cipriota (…) que são hoje inaceitáveis”.

“Torna-se claro que hoje a Turquia já não é parceira nesta região” do Mediterrâneo oriental, lamentou o Presidente francês.

A ambição é refazer “a ‘pax mediteranea’, ou seja, um espaço de circulação de culturas, saberes (…) e não um espaço de conflito ou de miséria”, referiu ainda Macron.

O Presidente francês já havia criticado, na quarta-feira, as “tentações imperialistas de algumas grandes potências mediterrânicas” e apelou à Europa que defenda os seus “interesses geoestratégicos energéticos” nesta região.

A Grécia e o Chipre estão na linha da frente contra a Turquia, que reivindicou o direito de explorar depósitos de hidrocarbonetos numa área marítima que Atenas considera estar sob a sua soberania.

Nas últimas semanas, esses países mostraram o seu desagrado com declarações inflamadas, manobras militares e embarques de navios para a área do conflito no Mediterrâneo oriental.

A França mostrou claramente o seu apoio à Grécia com o envio de navios de guerra e caças à região, iniciativa fortemente criticada pelo Presidente turco.

Entre as capitais europeias, pelo menos Paris e Atenas pretendem trazer essas tensões para o centro da agenda da União Europeia na próxima cimeira do bloco nos dias 24 e 25 de setembro, com a ameaça de sanções contra a Turquia.

Na tarde de hoje, Emmanuel Macron vai participar na sétima cimeira do Med7, um fórum informal de países do sul da UE, com os primeiros-ministros de Portugal, António Costa, da Itália, Giuseppe Conte, de Espanha, Pedro Sanchez, da Grécia, Kyriakos Mitsotakis e de Malta, Robert Abela; e ainda com o Presidente cipriota Nikos Anastasiades.

Os líderes europeus discutirão principalmente essas tensões recentes na região do Mediterrâneo, entre outros assuntos.

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By Impala News / Lusa

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