Macron insultado no Twitter por ministro brasileiro

O Presidente francês, Emmanuel Macron, foi este domingo insultado através no Twitter no Brasil, inclusive por um ministro.

Macron insultado no Twitter por ministro brasileiro

Macron insultado no Twitter por ministro brasileiro

O Presidente francês, Emmanuel Macron, foi este domingo insultado através no Twitter no Brasil, inclusive por um ministro.

«Macron não está à altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista, buscando apoio do lóbi agrícola francês», escreveu este domingo, 25 de agosto, no Twitter, o ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, numa referência à oposição do Presidente francês ao acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e Mercosul [Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai]. «A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS [braço armado do partido Nazi]», prosseguiu.

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Filho de Bolsonaro também critica Macron

O ministro brasileiro acrescentou ainda que os franceses «elegeram um governante sem caráter». Olavo de Carvalho, escritor e ‘guru’ de Jair Bolsonaro, exilado nos Estados Unidos, forjou uma conta no Twitter com o nome de «Macrocon». Já anteriormente, Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro, que é deputado e que poderá ser o futuro embaixador do Brasil em Washington, tinha ‘retweetado’ [reencaminhado um ‘tweet’] com o título: «Recado para o @EmmanuelMacron», onde se vê um vídeo dos confrontos com os ‘coletes amarelos’ em França, com o texto «Macron é um idiota».

Emmanuel Macron manifestou na quinta-feira preocupação com os fogos florestais que estão a devastar a Amazónia, a maior floresta tropical do planeta, evocando uma «crise internacional» e pedindo aos países industrializados do G7 «para falarem desta emergência» na cimeira deste fim de semana em Biarritz (sudoeste de França).

Países votam contra acordo comercial com o Brasil devido a incêndios na Amazónia

O acordo de livre comércio entre a UE e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), integrado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi fechado em 28 de junho, depois de 20 anos de negociações. O pacto abrange um universo de 740 milhões de consumidores, que representam um quarto da riqueza mundial. A Irlanda ameaçou também votar contra o acordo comercial se o Brasil não tomar medidas para proteger a floresta amazónica. A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo, cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados, e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

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