Macau reforça supervisão em momento de aposta na medicina tradicional chinesa

Macau anunciou hoje o reforço da supervisão e gestão da atividade farmacêutica das práticas medicinais tradicionais chinesas, no mesmo dia em que foi divulgado o “plano de construção” desta atividade nos próximos cinco anos na Grande Baía.

Macau reforça supervisão em momento de aposta na medicina tradicional chinesa

Macau reforça supervisão em momento de aposta na medicina tradicional chinesa

Macau anunciou hoje o reforço da supervisão e gestão da atividade farmacêutica das práticas medicinais tradicionais chinesas, no mesmo dia em que foi divulgado o “plano de construção” desta atividade nos próximos cinco anos na Grande Baía.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do conselho executivo de Macau, André Cheong, explicou que a nova proposta de lei visa regular “a obrigatoriedade de obtenção de licenças para o fabrico, importação, exportação, comércio por grosso e a retalho de medicamentos tradicionais chineses”, mas também melhorar a segurança através do “regime de inscrição de medicamentos tradicionais chineses”.

“A proposta de lei estabelece o regime de inscrição de medicamentos tradicionais chineses, de modo a reforçar a supervisão da atividade farmacêutica de medicina tradicional chinesa, garantir ainda mais a qualidade e a segurança dos medicamentos tradicionais chineses fabricados, importados e circulados legalmente em Macau, aumentando a competitividade da exportação de medicamentos tradicionais chineses fabricados em Macau”, explicou.

Esta proposta de lei foi apresentada no mesmo dia em que foi divulgado o “Plano de Construção da Área Importante de Medicina Tradicional Chinesa da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (2020-2025)”.

O plano, apresentado na quinta-feira, consiste numa “ação concreta para o avanço da construção da Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e cria uma importante área da medicina tradicional chinesa na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau” nesta zona, anunciaram hoje, em comunicado, os Serviços de Saúde do território.

A Grande Baía é um projeto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong (sul), com cerca de 70 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 1,2 biliões de euros, semelhante ao PIB da Austrália, da Indonésia e do México, países que integram o G20.

“A construção deste importante plano na área da Medicina Tradicional Chinesa é uma parte importante do projeto global da Área da Grande Baía, com características únicas e vantagens de recursos”, indicou a secretária do grupo de liderança do Partido Comunista Chinês (PCC) da Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa e membro do grupo de liderando do PCC da Comissão de Saúde da China.

Yu Yanhong lembrou que a Grande Baía é uma decisão estratégica do Presidente chinês, Xi Jinping, para promover a integração de Hong Kong e Macau no desenvolvimento geral do país, melhorar o nível de saúde dos residentes da zona e promover a herança e inovação da medicina tradicional chinesa.

Também na terça-feira, a medicina tradicional chinesa foi um dos temas centrais na agenda política de Macau, com o chefe do Executivo local a afirmar que a prioridade do Governo de Macau é o desenvolvimento da indústria de medicina tradicional chinesa, no âmbito da diversificação económica do território.

Perante os 11 representantes de Macau à Assembleia Popular Nacional, Ho Iat Seng disse que “o Executivo encontra-se, neste momento, empenhado na elaboração” do regime jurídico do registo e gestão de medicamentos tradicionais chineses, cujo diploma será entregue “à apreciação da Assembleia Legislativa, o mais rápido possível”.

Desta forma, “a medicina tradicional chinesa poderá ser registada após apreciação e aprovação, facto que irá beneficiar à atração de capitais”, sublinhou.

Além medicina tradicional chinesa, que será uma aposta nas Linhas de Ação Governativa (LAG) para o ano financeiro de 2021, Ho Iat Seng apontou que o futuro próximo terá de passar também pelo desenvolvimento do setor financeiro.

Em 2016, o comité central do Partido Comunista Chinês (PCC) e o Conselho de Estado lançaram um plano estratégico de saúde de longo prazo (2016-2030), no qual Macau surge como plataforma de promoção da medicina tradicional chinesa junto dos países lusófonos.

Macau conta já com um Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa, um dos projetos localizado na ilha de Hengqin (ilha da Montanha), sendo que esta é uma aposta de Pequim para conquistar os mercados internacionais.

MIM // PJA

By Impala News / Lusa

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