Macau desmente presença no território de empresário malaio procurado pela Interpol

Macau desmente presença no território de empresário malaio procurado pela Interpol

O Governo de Macau afirmou hoje que o empresário malaio procurado pela Interpol, Low Taek Jho, envolvido num caso de corrupção sobre desvios financeiros de um fundo de investimento estatal, não se encontra no território.

Macau, China, 11 jul (Lusa) – O Governo de Macau afirmou hoje que o empresário malaio procurado pela Interpol, Low Taek Jho, envolvido num caso de corrupção sobre desvios financeiros de um fundo de investimento estatal, não se encontra no território.


“Após averiguações o resultado demonstrou que o referido indivíduo não se encontra no território, portanto as informações prestadas pelas autoridades policiais malaias não correspondem à realidade”, lê-se num comunicado divulgado hoje pelas autoridades de Macau.


Citado na nota, o secretário para a Segurança de Macau, Wong Sio Chak, avisou que “de acordo com a lei vigente, não serão divulgadas informações sobre entrada e saída do território de qualquer indivíduo em particular”.


Estas declarações desmentem o chefe da polícia de Malásia, Mohamad Fuzi Harun, que afirmou as autoridades de Macau o tinham informado que Low Taek Jho havia fugido do território na segunda-feira.


O Governo de Macau, no entanto, confirmou que a Malásia entrou em contacto com as autoridades do território.


De acordo com a edição de terça-feira do jornal South China Morning Post, o empresário fugiu de Hong kong para Macau.


O Ministério Público da Malásia acusou Low Taek Jho, amigo próximo do ex primeiro-ministro malaio, Najib Razak, de ser uma figura central em saques e lavagem de pelo menos 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros) de um fundo de investimento estatal.


A Malásia cancelou o passaporte do fugitivo, mas avisou para a possibilidade do empresário ter vários documentos falsos que lhe permitem viajar. A Interpol já emitiu um aviso de detenção.


Neste escândalo de corrupção está também envolvido o ex-primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, que arrisca uma pena máxima de 20 anos de prisão por cada acusação.


O procurador decidiu transferir o processo para o Supremo Tribunal de Justiça da Malásia, devido à gravidade do caso.


Najib Razak, que perdeu as eleições em maio, recebeu na sua conta pessoal 681 milhões de dólares (584 milhões de euros), supostamente do fundo 1MDB, e a polícia ainda lhe apreendeu dinheiro em espécie, joias e artigos de luxo.


Além da Malásia, as investigações relacionadas com o desvio do fundo estatal malaio continuam em seis países – incluindo Estados Unidos, Suíça e Singapura.


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos referiu que 4,5 mil milhões de dólares foram desviados do fundo 1MDB, dos quais cerca de mil milhões de dólares (858 milhões de euros) foram branqueados no país com a compra de imóveis, iates, joias e obras de arte, entre outros.


O fundo 1MDB foi criado em 2009 por Najib e presidido pelo próprio até 2016 e com o objetivo de atrair investimento estrangeiro e criar uma zona de negócios em Kuala Lumpur, mas acabou por acumular perdas de 42 mil milhões de ringit (cerca de 7,7 mil milhões de euros).



MIM (CSR)// EL

By Impala News / Lusa


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