Macau aponta vacinação e turismo como áreas-chave para recuperação económica em 2022

O Governo de Macau apontou hoje o crescimento da taxa de vacinação contra a covid-19 e do número de turistas como áreas-chave para garantirem a recuperação económica em 2022.

Macau aponta vacinação e turismo como áreas-chave para recuperação económica em 2022

Macau aponta vacinação e turismo como áreas-chave para recuperação económica em 2022

O Governo de Macau apontou hoje o crescimento da taxa de vacinação contra a covid-19 e do número de turistas como áreas-chave para garantirem a recuperação económica em 2022.

“Prevemos que em 2022, com o aumento das taxas de vacinação contra a covid-19 e o reforço contínuo da prevenção da epidemia, haja um relaxamento ordenado das restrições de viagens, uma recuperação gradual da indústria do turismo e da economia em geral”, disse o chefe do Governo, na apresentação das Linhas de Ação Governativa (LAG).

Ho Iat Seng acrescentou que esta será também a ‘receita’ para a “aceleração da formação e desenvolvimento das principais indústrias emergentes, (…) estabilização do emprego e a manutenção da estabilidade geral dos preços”.

A atual taxa de vacinação completa em Macau não chega aos 60%, insuficiente para se criar uma barreira comunitária face à pandemia, têm alertado as autoridades.

Enquanto isso, as fortes restrições fronteiriças resultaram na perda de dezenas de milhões de turistas. Se no último ano antes da pandemia Macau recebeu quase 40 milhões de visitantes, este ano esse número não atingiu sequer os seis milhões de turistas naquela que é a capital mundial dos casinos, causando perdas sem precedentes nas receitas do jogo, o motor da economia.

Apesar do discurso das autoridades sobre a diversificação da economia, nas LAG para 2022 salienta-se que “a indústria do turismo integrado continuará a ser, a curto e a médio prazo, o pilar e alicerce da economia de Macau” e que “a recuperação gradual da indústria do turismo é atualmente o ponto-chave da revitalização económica global”.

O orçamento deste ano volta a ser deficitário e o desemprego registou uma subida, mas o chefe do Governo sublinhou que “a economia local apresenta sinais de recuperação” em relação a 2020, “prevendo-se um crescimento de dois dígitos do Produto Interno Bruto [PIB] anual”.

Na apresentação das LAG para 2022, Ho Iat Seng lembrou que Macau tem uma reserva financeira básica de 150,8 mil milhões de patacas (16,5 mil milhões de euros) e de uma reserva financeira extraordinária de 497,5 mil milhões de patacas (54,5 mil milhões de euros), mas ressalvou que até agosto deste ano as receitas das finanças públicas caíram 13,6% em termos anuais.

O Governo destacou o crescimento real de 25,7% do PIB no primeiro semestre deste ano, quando comparado com o de 2020, e estimou para 2022 “um desenvolvimento estável da economia de Macau”.

O orçamento do Governo de Macau para 2022 vai continuar a registar um défice orçamental, suprido pela mobilização da reserva financeira, de 30,3 mil milhões de patacas (3,27 mil milhões de euros).

O Executivo prevê despesas de 99,4 mil milhões de patacas (10,7 mil milhões de euros) e receitas de 100,1 mil milhões de patacas (10,8 mil milhões de euros).

No orçamento para o próximo ano, o Governo vai dar continuidade aos apoios às empresas e população definidos desde o início da pandemia, num montante de 20,4 mil milhões de patacas (2,2 mil milhões de euros).

O Governo propõe a manutenção de um conjunto de medidas de dedução e isenção fiscais, no valor total de 3,09 mil milhões de patacas (334 milhões de euros), ao mesmo tempo que prevê para o próximo ano uma receita bruta do jogo de 130 mil milhões de patacas (14 mil milhões de euros).

Por outro lado, para 2022 está estimado um investimento público de 18,32 mil milhões de patacas (dois mil milhões de euros), um valor semelhante àquele estimado para este ano.

Nas LAG deste ano, o Governo prometeu continuar a desenvolver a zona de cooperação aprofundada entre a província chinesa de Guangdong e Macau em Hengqin, otimizar as leis e ações na área de defesa nacional, manter as políticas de combate à covid-19, bem como promover medidas de apoio à criação de um mercado financeiro moderno.

O único deputado português na Assembleia Legislativa (o parlamento local de Macau) disse à agência Lusa que as LAG hoje apresentadas “não resolvem” o problema do desemprego, do apoio aos idosos e às pequenas e médias empresas.

Esta quarta-feira, o chefe do Governo de Macau desloca-se ao parlamento para responder às questões dos deputados sobre o documento das LAG.

JMC // VM

By Impala News / Lusa

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