Luanda Leaks | Consultora PwC rescinde contratos com Isabel dos Santos

A consultora PricewaterhouseCoopers cessou os contratos de serviços a empresas controladas por Isabel dos Santos, após notícias sobre transações suspeitas.

Luanda Leaks | Consultora PwC rescinde contratos com Isabel dos Santos

A consultora PricewaterhouseCoopers cessou os contratos de serviços a empresas controladas por Isabel dos Santos, após notícias sobre transações suspeitas.

A consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) confirma ter cessado os contratos de serviços a empresas controladas pela empresária angolana Isabel dos Santos, na sequência da publicação de notícias que revelam transações suspeitas e esquemas alegadamente fraudulentos. “Esforçamo-nos para manter os mais altos padrões profissionais na PwC e estabelecemos expectativas de comportamento ético consistente por todas as empresas da PwC na nossa rede global. Em resposta às alegações muito sérias e preocupantes levantadas, iniciámos imediatamente uma investigação e estamos a trabalhar para avaliar minuciosamente os factos e concluir a nossa investigação”, refere comunicado enviado à Lusa.

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A mesma nota acrescenta que a consultora tomou “medidas para encerrar qualquer trabalho em curso para entidades controladas por membros da família dos Santos”. Esta decisão surge depois de uma investigação levada a cabo por jornalistas, sob o nome de Luanda Leaks, ter revelado mais de 715 mil ficheiros, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que estarão na origem da fortuna da família.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), que integra vários órgãos de comunicação social, entre os quais o Expresso e a SIC, analisou, ao longo de vários meses, 356 gigabytes de dados relativos aos negócios de Isabel dos Santos entre 1980 e 2018, que ajudam a reconstruir o caminho que levou a filha do ex-presidente angolano a tornar-se a mulher mais rica de África.

90 milhões de euros no Dubai

As informações recolhidas detalham, por exemplo, um esquema de ocultação montado por Isabel dos Santos na petrolífera estatal angolana Sonangol, que lhe permitiu desviar mais de 100 milhões de dólares (90 milhões de euros) para o Dubai.

Revelam ainda que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no Eurobic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal acionista, foi esvaziada e ficou com saldo negativo no dia seguinte à demissão da empresária.

Entretanto, o nome de Isabel dos Santos foi riscado da lista de intervenientes do Fórum Económico Mundial, que se realiza esta semana em Davos, na Suíça, e contará com a presença de 50 chefes de Estado e cerca de 2800 participantes.

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