Longa espera por sucessor de Boris Johnson termina hoje 

Após oito semanas de eleições internas para substituir Boris Johnson à frente do partido Conservador, os britânicos vão hoje saber se a favorita Liz Truss será a terceira mulher primeira-ministra, ou Rishi Sunak o primeiro chefe de governo não caucasiano. 

Longa espera por sucessor de Boris Johnson termina hoje 

Longa espera por sucessor de Boris Johnson termina hoje 

Após oito semanas de eleições internas para substituir Boris Johnson à frente do partido Conservador, os britânicos vão hoje saber se a favorita Liz Truss será a terceira mulher primeira-ministra, ou Rishi Sunak o primeiro chefe de governo não caucasiano. 

O anúncio pelo Comité 1922, o conselho dos deputados que organiza as eleições para a liderança, terá lugar às 12:30 em Londres, mas a passagem do ‘bastão’ só terá lugar na terça-feira, quando Johnson apresentar a demissão de primeiro-ministro à rainha Isabel II no castelo de Balmoral, na Escócia. A viagem até ao norte do país, que rompe com a tradição de a audiência se realizar no Palácio de Buckingham em Londres, vai tornar a transição mais demorada, pois também o sucessor terá de viajar cerca de 1.600 quilómetros (ida e volta) entre a capital e o castelo escocês.  O longo processo começou a 07 de julho, quando Boris Johnson anunciou a renúncia na sequência da demissão de 60 membros do governo, instigados por uma série de escândalos e dúvidas sobre a integridade do líder.

Líder indígena diz que drogas podem ter motivado esfaqueamentos no Canadá
O líder da federação das Nações Indígenas Soberanas do Canadá disse que os esfaqueamentos que causaram dez mortos e 15 feridos em duas comunidades indígenas da província de Saskatchewan podem estar relacionados com drogas (… continue a ler aqui)

Dos 11 candidatos interessados e oito que conseguiram os apoios necessários para entrar na corrida, foram escolhidos dois finalistas após cinco rondas de votação entre deputados.  A fase final, realizada por voto postal e aberta apenas aos cerca de 180.000 militantes do partido, encerrou na sexta-feira, após uma campanha pelo país que incluiu 12 comícios-debate entre Truss e Sunak, debates televisivos e outros eventos.  A decisão sobre quem vai dirigir o país de 67 milhões de habitantes recaiu sobre um grupo de menos de 0,3% da população, formado na maioria, segundo um estudo académico, por homens brancos com mais de 50 anos. À espera de resposta urgente do novo chefe de governo estão questões como o custo crescente das contas de energia, que está a sufocar famílias, escolas, hospitais e empresas, e a inflação, que está a causar agitação social. Apesar de ter sido terceira nas primeiras rondas, a ministra dos Negócios Estrangeiros tornou-se na candidata da continuidade, reunindo apoios da ala mais à direita e pró-Brexit do partido.

A decisão sobre quem vai dirigir o país de 67 milhões de habitantes recaiu sobre um grupo de menos de 0,3% da população, formado na maioria, segundo um estudo académico, por homens brancos com mais de 50 anos.

Assumidamente defensora de um mercado livre e impostos baixos, Liz Truss, de 47 anos, é uma política experiente que ocupou uma série de cargos ministeriais ao longo dos últimos 10 anos.  Durante a campanha, Truss conquistou as bases prometendo cortes fiscais e adotando um tom duro contra os sindicatos, o que lhe valeu comparações com Margaret Thatcher e uma vantagem superior a 30 pontos percentuais em algumas sondagens.  Mas, num país de resultados eleitorais inesperados, o antigo ministro das Finanças Rishi Sunak, de 42 anos, ainda pode surpreender e tornar-se no primeiro primeiro-ministro não branco no Reino Unido.  Descendente de indianos, Sunak tem-se esforçado para se distanciar da imagem de tecnocrata rico e de traidor porque foi dos primeiros a abandonar o governo no início de julho, precipitando a queda de Boris Johnson. Associado à ala social-democrata do partido devido às medidas de apoio a famílias e empresas durante a pandemia, também ele invoca a herança de Thatcher de prudência fiscal, preferindo combater a inflação de dois dígitos antes de cortar impostos.  O Partido Conservador está no poder há 12 anos e está dividido entre várias correntes. Todas as sondagens indicam que perderá para o partido Trabalhista nas próximas eleições parlamentares que terão de realizar-se até Janeiro de 2025, o mais tardar.

Impala Instagram


RELACIONADOS