Lituânia compra oito sistemas lançadores de mísseis HIMARS aos Estados Unidos

O ministro da Defesa da Lituânia avançou hoje que o país báltico vai comprar aos Estados Unidos oito sistemas de lançadores de mísseis múltiplos (HIMARS) para aumentar a respetiva capacidade de defesa no contexto da invasão russa da Ucrânia.

Lituânia compra oito sistemas lançadores de mísseis HIMARS aos Estados Unidos

Lituânia compra oito sistemas lançadores de mísseis HIMARS aos Estados Unidos

O ministro da Defesa da Lituânia avançou hoje que o país báltico vai comprar aos Estados Unidos oito sistemas de lançadores de mísseis múltiplos (HIMARS) para aumentar a respetiva capacidade de defesa no contexto da invasão russa da Ucrânia.

Durante uma visita ao Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos), em que se encontrou com o seu homólogo norte-americano, Lloyd Austin, Arvidas Anusauskas garantiu que era “ótimo estar de volta” aos Estados Unidos e lamentou “a tentativa da Rússia de mudar a Europa e as leis de ordem” na região.

“Agora, mais do que nunca, é importante manter a unidade e mostrar solidariedade perante a invasão brutal da Rússia na Ucrânia. Fico feliz que a cooperação de defesa entre a Lituânia e os Estados Unidos esteja mais forte do que nunca”, disse Anusauskas, citado num comunicado do Departamento de Defesa norte-americano.

Assim, sublinhou que este ano é “especial para a cooperação entre as duas partes” porque assinala o centenário do início das relações diplomáticas.

Sobre a assinatura do contrato para aquisição do sistema HIMARS, Anusauskas indicou que é um “grande passo” para as Forças Armadas da Lituânia.

“É um novo sistema que aumentará significativamente as capacidades no âmbito nacional e regional”, explicou o representante lituano.

Os HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System), que foram enviados para a Ucrânia, são sistemas de armas fabricados pelos Estados Unidos que podem disparar uma série de mísseis até 300 quilómetros, dependendo do tipo de munição.

Nas mesmas declarações, Arvidas Anusauskas congratulou-se com a decisão de ser enviado também um contingente com tropas norte-americanas “que irá revezar-se pelos países bálticos, incluindo a Lituânia (…)”.

“Estamos felizes em ver tropas norte-americanas em solo lituano”, afirmou Anusauskas.

Já Lloyd Austin alertou que se “está a enfrentar um momento crucial na Europa após dez meses de guerra cruel e injustificada contra a Ucrânia”.

“As forças do Kremlin [Presidência russa] mostram crueldade deliberada e visam a infraestrutura civil”, disse Austin.

No entanto, o secretário de Defesa dos Estados Unidos enfatizou que “o povo ucraniano respondeu com uma coragem incrível que o mundo agora conhece bem”.

“Os Estados Unidos, juntamente com os nossos aliados e parceiros, estão profundamente comprometidos em apoiar a Ucrânia enquanto esta resiste à agressão russa e defende o seu direito de existir”, acrescentou Austin.

“Quero agradecer à Lituânia por ter oferecido equipamento militar à Ucrânia, bem como ajuda para tarefas de treino, para que se possam defender”, referiu o representante norte-americano, destacando ainda a vontade de Vilnius de “receber tropas aliadas”.

A 24 de fevereiro deste ano, a Rússia invadiu a Ucrânia, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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By Impala News / Lusa

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