Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia detenção de 20 agentes da polícia

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) de Bissau, Vitorino Indeque, denunciou hoje a detenção “para além do prazo legal” de 20 agentes da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) há quase uma semana, acusados de desacato.

Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia detenção de 20 agentes da polícia

Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia detenção de 20 agentes da polícia

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) de Bissau, Vitorino Indeque, denunciou hoje a detenção “para além do prazo legal” de 20 agentes da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) há quase uma semana, acusados de desacato.

Segundo Vitorino Indeque, a LGDH reuniu-se com o comissário da Polícia e Ordem Pública, general Tomás Djassi, a quem transmitiu a sua preocupação pelo facto de aqueles agentes estarem “detidos há mais de 48 horas, conforme o previsto pela lei”.

Tomás Djassi informou ao presidente da liga dos direitos humanos de Bissau que a detenção ocorreu pelo facto de terem perturbado o funcionamento dos seus serviços com a forma como iniciaram uma reivindicação.

Os agentes da PIR reclamaram que sejam pagos salários de acordo com a sua patente de função.

“O comando da polícia entende que violaram o RDM (Regulamento de Disciplina Militar), nós fizemos ver que essa lei não se sobrepõe à Constituição da República”, observou Vitorino Indeque, citando o diálogo mantido com o general Tomás Djassi.

O presidente da LGDH para a área de Bissau adiantou que o general Djassi garantiu que aqueles agentes seriam postos em liberdade condicional, mas até hoje não sabe confirmar se a ordem foi efetivada ou não.

Para a Liga Guineense dos Direitos Humanos, os agentes devem ser postos em liberdade e se for caso disso terem os processos devidamente formalizados de acordo com a lei.

Uma fonte familiar de um dos agentes detidos disse à Lusa que os 20 agentes ainda continuam nas celas, em diferentes esquadras de Bissau e que não têm tido contacto nem com advogados nem com a família.

A Lusa está a tentar, ainda sem sucesso, uma reação do comissariado nacional da polícia guineense.

MB // LFS

By Impala News / Lusa

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