Liderança do novo partido de Bolsonaro ajudou protesto que pediu fecho do Congresso

O vice-presidente do partido Aliança pelo Brasil, fundado pelo chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, ajudou a organizar um protesto em Brasília que pediu o fecho do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo.

Liderança do novo partido de Bolsonaro ajudou protesto que pediu fecho do Congresso

Liderança do novo partido de Bolsonaro ajudou protesto que pediu fecho do Congresso

O vice-presidente do partido Aliança pelo Brasil, fundado pelo chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, ajudou a organizar um protesto em Brasília que pediu o fecho do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo.

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo (Estadão) que questionou Luís Felipe Belmonte, vice-presidente do Aliança pelo Brasil, sobre o caso.

“Eu botei as pessoas em contacto. Tinha pessoal de um tipo de movimento, outro tipo de movimento. Eu botei eles em contacto e falei ‘vocês combinem e vocês façam a organização disso aí’. Foi isso aí que eu fiz”, declarou Belmonte.

O vice-presidente do Aliança pelo Brasil ponderou que apoiou e participou da manifestação “como cidadão” e negou ter financiado a iniciativa.

Belmonte também disse que o protesto, que contou com a participação de Jair Bolsonaro, não defendia ideias antidemocráticas.

“Eu coloquei eles em contacto, chamei um, chamei outro. Fiz a questão de dizer que precisaria ter dois tipos de procedimento. Primeiro, que se limitasse a apoio ao Presidente Bolsonaro e que se ativesse a questões de competência de cada poder, e não fora [presidente da câmara baixa parlamentar, Rodrigo] Maia ou fora Congresso”, declarou Belmonte.

O Aliança pelo Brasil foi criado no ano passado após Jair Bolsonaro deixar o Partido Social Liberal (PSL), pelo qual foi eleito em 2018. O partido ainda não tem registo no Tribunal Superio Eleitoral (TSE).

Para criar um novo partido político, o TSE exige uma lista com assinaturas equivalentes a 0,5% do total de votos válidos na última eleição para a câmara baixa do Congresso brasileiro, o que equivale a 491.967 apoiantes sem filiação partidária divididos em pelo menos nove estados do país.

O Aliança pelo Brasil ainda não conseguiu juntar e validar junto ao TSE este número mínimo de adesão.

O Estadão acrescentou que Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro, mantém relações pessoais com os organizadores do protesto realizado em Brasília e que o seu nome chegou a ser anunciado por um camião de som que apoiava os manifestantes.

Questionado pelo jornal, Eduardo Bolsonaro negou-se a comentar o caso.

No domingo, cerca de três mil pessoas manifestaram-se em Brasília, em defesa de Jair Bolsonaro e contra o Congresso, sem adotarem a recomendação das autoridades de Saúde de manterem o distanciamento social face ao novo coronavírus.

Com cartazes, carros de som e algumas máscaras na cara, apoiantes do chefe de Estado brasileiro saíram de vários pontos do país em direção à Esplanada dos Ministérios, zona central de Brasília, para pedir a saída do presidente da câmara baixa do Congresso brasileiro, Rodrigo Maia, acusado por Bolsonaro de conspirar para a sua destituição.

Alguns manifestantes pediam o encerramento do STF e do Congresso, num ataque a dois pilares do sistema democrático, o que torna o movimento ilegal e inconstitucional, por ser considerada apologia contra a democracia.

Na manifestação, Bolsonaro declarou, da rampa do Palácio do Planalto, que não iria mais “admitir interferência” em seu Governo, que chegou “ao limite” e que tinha o apoio das Forças Armadas.

CYR // LFS

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS