Líder russófono de Lugansk admite intensificação da ofensiva ucraniana

Os ataques do exército ucraniano na região de Lugansk, leste da Ucrânia e anexada pela Rússia em setembro passado, intensificaram-se nos últimos dez dias, mas estão a ser contidos, indicou hoje o dirigente russófono local, Leonid Pasechnik.

Líder russófono de Lugansk admite intensificação da ofensiva ucraniana

Líder russófono de Lugansk admite intensificação da ofensiva ucraniana

Os ataques do exército ucraniano na região de Lugansk, leste da Ucrânia e anexada pela Rússia em setembro passado, intensificaram-se nos últimos dez dias, mas estão a ser contidos, indicou hoje o dirigente russófono local, Leonid Pasechnik.

“Nos últimos dez dias aumentou a pressão [do exército ucraniano]”, disse Pasechnik em declarações à televisão pública russa.

No entanto, assegurou que as forças russas e as milícias russófonas da região “aguentam” a pressão e que “o inimigo não conseguiu obter êxitos”.

O porta-voz militar de Lugansk, Andrei Marochko, tinha referido na quarta-feira que as forças ucranianas concentraram forças perto desta região e tentavam romper insistentemente as linhas de defesa russas.

Pasechnik também indicou que os ucranianos efetuam “tentativas quase diárias” para garantir avanços territoriais em Lugansk e “em todas as direções”.

“Repelimos essas tentativas com regularidade”, asseverou, e acrescentando que “o inimigo sofre muitas baixas”.

O dirigente russófono local assinalou que apenas “uma ínfima parte, cerca de 1%” do território da região de Lugansk não se encontra sob controlo das forças russas, e quando Moscovo anunciou em julho passado o controlo de toda a região.

Em paralelo, bombardeamentos russos provocaram hoje danos em instalações da empresa de gás ucraniana Naftogaz no leste do país, segundo indicou o seu presidente Oleksiy Chesnyskov, citado pelo portal digital Ukrinform.

“Sabemos de várias peças destruídas, outras foram danificadas. Atualmente estão a ser analisadas as consequências e a recolher informações sobre as vítimas”, disse o responsável da Naftogaz, principal fornecedor de gás do país.

As autoridades ucranianas têm acusado a Rússia de ataques sistemáticos contra instalações relacionadas com a produção e fornecimento de gás e contra outras infraestruturas essenciais, incluindo centrais elétricas e outras instalações energéticas.

Esta situação está a originar frequentes cortes no fornecimento de energia elétrica, incluindo em Kiev, a capital ucraniana.

Hoje, o chefe da administração militar regional de Kiev, Oleksiy Kuleba, indicou que estes cortes de emergência vão continuar a ocorrer.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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By Impala News / Lusa

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