Líder indígena brasileiro assassinado com cinco tiros nas costas

Um líder indígena guarani-kaiowá, principal grupo étnico do sul do Brasil, foi morto a tiro na terça-feira no Mato Grosso do Sul, região onde os conflitos pela terra são frequentes, informaram as autoridades.

Líder indígena brasileiro assassinado com cinco tiros nas costas

Líder indígena brasileiro assassinado com cinco tiros nas costas

Um líder indígena guarani-kaiowá, principal grupo étnico do sul do Brasil, foi morto a tiro na terça-feira no Mato Grosso do Sul, região onde os conflitos pela terra são frequentes, informaram as autoridades.

Um líder indígena guarani-kaiowá, principal grupo étnico do sul do Brasil, foi morto a tiro na terça-feira no Mato Grosso do Sul, região onde os conflitos pela terra são frequentes, informaram as autoridades. Victorino Sanches, de 60 anos, que tinha sobrevivido a um atentado contra a sua vida há pouco mais de um mês, foi assassinado no centro da cidade de Amambai, quando estava prestes a entrar num veículo. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o homem liderava a luta pela recuperação de terras numa área de conflito em Amambai, onde dois outros povos indígenas foram mortos desde junho.

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O líder do grupo étnico guaraní-kaiowá conseguiu chegar vivo ao hospital, mas não resistiu aos cinco tiros nas costas, de acordo com o relatório médico. O indígena tinha sido vítima de um ataque na mesma cidade a 02 de agosto, depois de atacantes terem disparado mais de 15 tiros contra o carro em que viajava, ferindo-o no braço e na perna.

O indígena tinha sido vítima de um ataque na mesma cidade a 02 de agosto

Embora os conflitos fundiários sejam frequentes no Mato Grosso do Sul, a situação agravou-se nos últimos anos sob o Governo do Presidente, Jair Bolsonaro, que proibiu a demarcação de territórios indígenas e negligenciou reservas já reconhecidas, dando lugar a invasões de terras. Segundo o Cimi, em 2021 foram registadas quase 1.300 invasões violentas das reservas dos povos indígenas.

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