Líder dos Republicanos no Senado dos EUA alerta para retirada “precipitada” da Síria

O líder dos Republicanos no Senado norte-americano, Mitch McConnell, preveniu hoje que uma retirada “precipitada” da Síria poderá beneficiar a Rússia, o Irão e o regime de Bashar al-Assad.

Líder dos Republicanos no Senado dos EUA alerta para retirada

Líder dos Republicanos no Senado dos EUA alerta para retirada “precipitada” da Síria

O líder dos Republicanos no Senado norte-americano, Mitch McConnell, preveniu hoje que uma retirada “precipitada” da Síria poderá beneficiar a Rússia, o Irão e o regime de Bashar al-Assad.

“Uma retirada precipitada das forças americanas da Síria apenas poderá beneficiar a Rússia, o Irão e o regime de Al-Assad. E aumentaria os riscos que o [grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico] e outros grupos terroristas se reestruturem”, declarou em comunicado este apoiante de Donald Trump.

McConnell exortou ainda o Presidente norte-americano a “evitar um conflito importante” entre a aliada Turquia na NATO e os parceiros sírios locais “na luta contra o terrorismo”.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, justificou hoje a decisão norte-americana de retirar forças militares da Síria, dizendo que quer deixar aos protagonistas regionais a tarefa de “resolver a situação”.

O Governo dos Estados Unidos anunciou no domingo que não iria obstaculizar uma operação turca contra as milícias curdas, no norte da Síria, dizendo que retiraria o seu contingente militar de várias zonas deste país, para abrir espaço de manobra para o plano de Ancara.

“Turquia, Europa, Síria, Irão, Iraque, Rússia e curdos terão agora de resolver a situação”, disse hoje Donald Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter, na sua primeira reação a este tema.

No fim de semana, o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiu que está “iminente” uma intervenção militar em território sírio contra as milícias curdas sírias na zona leste do rio Eufrates, e sugeriu que Ancara não esperar pelo apoio dos EUA nesta operação.

O objetivo consiste em eliminar as milícias curdas sírias das Unidade de Proteção Popular (YPG), um dos mais próximos aliados de Washington no combate contra o EI, mas consideradas “terroristas” por Ancara devido aos seus vínculos com o banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda ativa na Turquia.

Em comunicado, a Casa Branca anunciou que a Turquia passará a ser “responsável” por todos os combatentes do EI que se encontram no norte da Síria e forma capturados nos dois últimos anos, após o grupo ‘jihadista’ ter perdido o controlo territorial dessa região.

Desde há vários anos que o Governo turco exige uma “zona segura” no nordeste da Síria ao longo da fronteira comum, uma proposta que finalmente foi concretizada em 07 de agosto com Washington, também com o objetivo de recolocar nessa região cerca de dois milhões de refugiados sírios que se encontram na Turquia.

Este território está controlado pelas milícias curdas da Síria, e a retirada militar norte-americana — cerca de dois mil militares que forneciam treino e apoio logístico às YPG — poderá permitir à Turquia concretizar uma das suas prioridades, através da ocupação do território do nordeste da Síria e expulsar os curdos.

PCR (RJP/CSR/JMC) // EL

By Impala News / Lusa

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