Líder do PAIGC felicita responsabilidade de PM de denunciar tentativa de golpe de Estado

O líder do PAIGC e candidato às presidenciais da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, felicitou hoje o primeiro-ministro guineense pela responsabilidade de denunciar a tentativa de golpe de Estado e lamentou a reação do chefe de Estado.

Líder do PAIGC felicita responsabilidade de PM de denunciar tentativa de golpe de Estado

Líder do PAIGC felicita responsabilidade de PM de denunciar tentativa de golpe de Estado

O líder do PAIGC e candidato às presidenciais da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, felicitou hoje o primeiro-ministro guineense pela responsabilidade de denunciar a tentativa de golpe de Estado e lamentou a reação do chefe de Estado.

“Quero felicitar o primeiro-ministro pelo seu gesto de responsabilidade em ter divulgado” o áudio que “de alguma forma pôs a nu aquilo que era uma montagem bastante grave que estava a ser preparada contra” a Guiné-Bissau, afirmou Domingos Simões Pereira, numa mensagem divulgada à imprensa.

Na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, denunciou uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo o general Umaro Sissoco Embaló, que considerou a acusação como “mentira” e “calúnia”.

Além da denúncia foi divulgado um áudio com a alegada voz de Umaro Sissoco Embaló, como prova, que o general recusa ser sua.

“Não tenho dúvidas de que nas próximas horas, e tenho essa garantia por parte do primeiro-ministro, evidências bastante fortes serão colocadas à disposição do público em geral para poder fazer a avaliação da situação e também junto das instâncias judiciais”, refere Domingos Simões Pereira.

Na mensagem, o antigo primeiro-ministro guineense lamenta também a reação do Presidente da República, José Mário Vaz, à denuncia feita pelo primeiro-ministro, considerando que é de “bradar aos céus”.

“Um Presidente da República que desperdiça uma oportunidade para condenar um atentado ao Estado de direito democrático é de bradar aos céus. Um Presidente da República que diz estar justificado o atentado ao Estado de direito democrático porque há procedimentos de instituições internas que ele não subscreve é extraordinário”, lamentou o líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde).

Num comunicado divulgado na terça-feira, o Presidente da Guiné-Bissau assegurou que as forças de defesa e segurança vão garantir a estabilidade no país e disse que qualquer perturbação da “ordem vigente” é da responsabilidade do Governo, referindo-se a correções feitas pelo executivo aos cadernos eleitorais para que eleitores recenseados, mas que foram impedidos nas legislativas de votar por motivos de ordem técnica, pudessem exercer o seu direito de voto.

Apesar das correções feitas, o Governo disse sempre que a decisão de as incluir ou não nos cadernos eleitorais era da plenária da Comissão Nacional de Eleições, onde estão representados todos os candidatos às eleições presidenciais.

A Comissão Nacional de Eleições anunciou hoje que os cadernos eleitorais que vão ser utilizados nas presidenciais vão ser os que foram usados nas legislativas.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de dezembro.

A campanha eleitoral, na qual vão participar 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, vai decorrer entre 01 e 20 de novembro.

MSE // SR

By Impala News / Lusa

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