Líder da Renamo considera memorável acordo de paz e defende boa-fé

O líder da Renamo, Ossufo Momade, considerou hoje “memorável” o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, defendendo que os signatários devem agir com “boa fé” na implementação do pacto.

Líder da Renamo considera memorável acordo de paz e defende boa-fé

Líder da Renamo considera memorável acordo de paz e defende boa-fé

O líder da Renamo, Ossufo Momade, considerou hoje “memorável” o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, defendendo que os signatários devem agir com “boa fé” na implementação do pacto.

Maputo, 06 ago 2019 (Lusa) – O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, Ossufo Momade, considerou hoje “memorável” o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, defendendo que os signatários devem agir com “boa fé” na implementação do pacto.

“Hoje, 06 de agosto, é um dia memorável para todos os moçambicanos”, afirmou Ossufo Momade, discursando após assinar em Maputo com o Presidente da República, Filipe Nyusi, o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional.

Momade destacou a determinação inequívoca de construir a harmonia e concórdia social como fatores que levaram ao entendimento.

“A alternância governativa, através de eleições livres, justas e transparentes, deve ser a regra e não exceção”, enfatizou.

O líder da Renamo frisou que o ato de hoje representa a convicção de que em momentos de desentendimentos entre os moçambicanos, o diálogo deve ser a plataforma de resolução das diferenças.

Para o sucesso do acordo, prosseguiu, Moçambique deve entrar numa era de aceitação do pensamento diferente, coabitação política e tolerância à alternância democrática.

Ossufo Momade referiu que a boa-fé deve imperar na implementação do acordo e que devem ser eliminadas as barreiras ao exercício pleno da cidadania.

O acordo de paz e reconciliação nacional hoje assinado é o terceiro entre as duas partes. Além do Acordo Geral de Paz de 1992, que acabou com uma guerra civil de 16 anos, Governo e Renamo assinaram a 05 de setembro de 2014 o acordo de cessação das hostilidades militares, que terminou, formalmente, com meses de confrontação na sequência de diferendos sobre a lei eleitoral.

Após a assinatura do acordo de 2014, o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas voltaram a envolver-se em confrontos, na sequência da recusa do principal partido da oposição em reconhecer os resultados das eleições gerais de 2014.

PMA // JH

By Impala News / Lusa

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