Líder da oposição na Guiné-Bissau impedido de sair do país por ordem da PGR

O deputado guineense Domingos Simões Pereira foi hoje impedido de sair da Guiné-Bissau por ordem da Procuradoria-Geral da República, segundo um documento a que a Lusa teve acesso

Líder da oposição na Guiné-Bissau impedido de sair do país por ordem da PGR

Líder da oposição na Guiné-Bissau impedido de sair do país por ordem da PGR

O deputado guineense Domingos Simões Pereira foi hoje impedido de sair da Guiné-Bissau por ordem da Procuradoria-Geral da República, segundo um documento a que a Lusa teve acesso

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, o partido mais votado e o principal da oposição) foi hoje impedido de viajar para Portugal no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, devido a “ordens superiores”.

O documento, a que a Lusa teve acesso, tem a data de hoje e está assinado pelo procurador-geral da República, Fernando Gomes, e foi enviado ao ministro do Interior, Botche Candé.

“A Procuradoria-Geral da República serve-se do presente ofício para ordenar o embargo de viagem do cidadão Domingos Simões Pereira, que pretende viajar para Lisboa ainda hoje”, pode ler-se no documento.

No documento, é referido que Domingos Simões Pereira foi declarado “suspeito” e que existem “fortes indícios de que cometeu os crimes previstos”.

O documento acrescenta que a 25 de junho, a “Procuradoria-Geral da República solicitou à ANP (Assembleia Nacional Popular) o levantamento da imunidade parlamentar do referido deputado para ser ouvido”.

“Tendo em conta que a Assembleia Nacional Popular reunir-se-á numa sessão extraordinária em que este processo, pelas informações recolhidas, voltará a ser discutido, existem fundado receio de fuga à justiça”, refere o documento.

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, denunciou hoje o que considerou ser uma ordem “cobarde” de restrição das liberdades fundamentais dos cidadãos.

Segundo Domingos Simões Pereira, o departamento de migração não apresentou qualquer documento para o impedir de viajar e evocou a “existência de uma ordem superior”, sem qualquer explicação sobre os “fundamentos legais”.

MSE // PJA

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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