Líder da oposição em Cabo Verde marca eleições internas para 22 de dezembro

O PAICV, maior partido da oposição cabo-verdiana vai realizar eleições diretas para escolher o novo presidente em 22 de dezembro, enquanto o congresso será no próximo ano.

Líder da oposição em Cabo Verde marca eleições internas para 22 de dezembro

Líder da oposição em Cabo Verde marca eleições internas para 22 de dezembro

O PAICV, maior partido da oposição cabo-verdiana vai realizar eleições diretas para escolher o novo presidente em 22 de dezembro, enquanto o congresso será no próximo ano.

Praia, 10 nov 2019 (Lusa) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), maior partido da oposição cabo-verdiana vai realizar eleições diretas para escolher o novo presidente em 22 de dezembro, enquanto o congresso será no próximo ano, deliberou hoje o conselho nacional.

O deputado e porta-voz da reunião do conselho nacional do PAICV, Manuel Inocêncio Sousa, informou que as eleições internas foram marcadas para 22 de dezembro, enquanto o XVI Congresso vai acontecer entre 31 de janeiro e 02 de fevereiro de 2020.

O conselho nacional do PAICV, cuja reunião terminou hoje, fixou ainda em 364 o número de delegados ao congresso do próximo ano, que irá decorrer na cidade da Praia e vai eleger os seus novos membros, avançou Manuel Inocêncio Sousa.

Para as eleições internas do PAICV, até agora mostraram disponibilidade para ir a votos como candidatos o deputado José Sanches, eleito pelo círculo eleitoral de Santiago Norte, e a atual líder do partido, Janira Hopffer Almada, eleita pelo círculo eleitoral de Santiago Sul.

O conselho nacional do PAICV abordou ainda a agenda autárquica para 2020, onde foi definido, segundo o porta-voz, que o partido pretende “melhorar a sua representação” no poder autárquico, tendo em conta que nas eleições de 2016 venceram apenas duas câmaras municipais (Santa Cruz, em Santiago, e Santa Catarina, no Fogo).

Segundo Manuel Inocêncio Sousa, este órgão do maior partido da oposição cabo-verdiana debruçou-se igualmente sobre a situação política, económico e social de Cabo Verde, tendo concluído que “o país não está bem” e que a governação “tem falhado” relativamente aos principais setores.

O porta-voz destacou o setor dos transportes, salientando que o país está “à deriva”, bem como a segurança, que constitui “uma grande preocupação” de todos os cabo-verdianos, particularmente os residentes na cidade da Praia.

“O Governo insiste em responsabilizar a oposição, dizendo que está a fazer alarme relativamente a essa matéria, e em responsabilizar a imprensa, dizendo que está a transmitir uma ideia exagerada. Pensamos que o Governo deve encarar com objetividade e com medidas sérias a situação que nós temos”, apelou.

O deputado afirmou que o partido continua disponível para contribuir com “medidas de fundo” e “entendimentos” com o Governo para melhorar a situação de segurança no país.

Entretanto, o porta-voz disse que as medidas que o Governo do Movimento para a Democracia (MpD) tomou em três anos não produziram efeitos e que o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, não tem mostrado disponibilidade para o diálogo com a oposição.

No que diz respeito aos transportes, Inocêncio Sousa considerou que as medidas continuam “erradas”, afirmando que o Governo e a concessionária do transporte marítimo de passageiros, a Cabo Verde Interilhas, vão “de falhanço em falhanço” e de “má decisão em má decisão”.

O deputado exemplificou com o facto de a CV Interilhas ter alugado um navio em Espanha, que “não tem condições” para operar em Cabo Verde e também outro que anunciou ir comprar na Coreia do Sul e que também “não reúne condições” para operar nas águas do arquipélago.

“Vamos de má decisão em má decisão. Penso que o desorientamento é evidente, o incumprimento é claro, e é altura de o Governo pôr termo a essa concessão e retomar o processo desde o início”, sugeriu o porta-voz.

A CV Interilhas, sob a liderança da portuguesa Transinsular, venceu um concurso público internacional e assumiu o transporte marítimo de passageiros e carga entre as ilhas de Cabo Verde em 15 de agosto.

A nova empresa é detida em 51% pela Transinsular e Transinsular CV, do Grupo ETE, enquanto os restantes 49% são detidos por armadores cabo-verdianos.

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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