Libertados os quatro oficiais do petroleiro iraniano imobilizado em Gibraltar

O capitão e três oficiais do petroleiro apresado na semana passada ao largo de Gibraltar, suspeito de se dirigir para a Síria, em violação de sanções, foram libertados na sexta-feira, anunciaram as autoridades.

Libertados os quatro oficiais do petroleiro iraniano imobilizado em Gibraltar

Libertados os quatro oficiais do petroleiro iraniano imobilizado em Gibraltar

O capitão e três oficiais do petroleiro apresado na semana passada ao largo de Gibraltar, suspeito de se dirigir para a Síria, em violação de sanções, foram libertados na sexta-feira, anunciaram as autoridades.

“Os quatro membros da tripulação do Grace 1 detidos pela Polícia Real de Gibraltar foram libertados sob fiança, sem acusações contra eles”, referem as autoridades em comunicado.

Segundo o mesmo documento, a investigação ainda está em curso e o petroleiro “continua imobilizado”.

O capitão do navio e o seu adjunto foram detidos na quinta-feira, enquanto outros dois oficias foram detidos na sexta-feira, sendo os quatro de nacionalidade indiana, acrescentou a polícia.

O navio contém 2,1 milhões de barris de petróleo em bruto, a sua capacidade máxima, de acordo com o chefe do governo de Gibraltar, Fabian Picardo.

Segundo as autoridades do “Rochedo”, a interceção do navio aconteceu em águas territoriais britânicas, numa zona reivindicada pela Espanha, que considera Gibraltar parte integrante do seu território.

Espanha disse na quinta-feira que a decisão de travar o navio foi realizada a pedido dos Estados Unidos, mas Gibraltar negou essa informação, afirmando que agiu por decisão própria “baseada na violação de leis existentes e não em considerações políticas estrangeiras”.

O petroleiro, com 330 metros de comprimento, foi apresado em 04 de julho pela polícia e as alfândegas de Gibraltar, assistidas por um destacamento dos Royal Marines britânicos, ao largo do território britânico situado no extremo sul de Espanha.

As autoridades locais suspeitam que o navio pretendia entregar o petróleo à Síria, em violação das sanções europeias contra o regime de Bashar al-Assad. Teerão desmente e já denunciou um ato de “pirataria”.

O ministro da Defesa do Irão, Amir Hatami, disse na segunda-feira que o arresto do ‘Grace 1’ não iria ficar “sem resposta”. E o ex-comandante chefe da Guarda Revolucionária, o exército de elite da República Islâmica, Mohsen Rezaï, sugeriu, em 5 de julho, que o Irão confiscasse um petroleiro britânico em retaliação.

O Supremo tribunal de Gibraltar autorizou a imobilização do petroleiro durante 14 dias, até 19 de julho, mas esta medida pode ser prolongada por um total de 90 dias.

AJO (PCR) // FST

By Impala News / Lusa

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