Legislativas: Rio estranha que Costa confie mais em Marcelo do que em Soares ou Sampaio em caso de maiorias

O presidente do PSD estranhou hoje que António Costa confie mais no atual Presidente da República do que em anteriores para previr eventuais riscos de maiorias absolutas, reiterando que este cenário será “muito difícil” nas eleições de 30 de janeiro.

Legislativas: Rio estranha que Costa confie mais em Marcelo do que em Soares ou Sampaio em caso de maiorias

Legislativas: Rio estranha que Costa confie mais em Marcelo do que em Soares ou Sampaio em caso de maiorias

O presidente do PSD estranhou hoje que António Costa confie mais no atual Presidente da República do que em anteriores para previr eventuais riscos de maiorias absolutas, reiterando que este cenário será “muito difícil” nas eleições de 30 de janeiro.

Antes de começar uma arruada em Viseu, em que a caravana do PSD acabou por não se cruzar com a do Chega apesar da proximidade de horários e locais, Rui Rio foi questionado se “os tempos das maiorias absolutas já passaram”.

O presidente do PSD voltou a admitir que esses tempos estão mais difíceis, devido à fragmentação do sistema partidário, e aproveitou para lançar uma farpa ao secretário-geral do PS, que tem defendido os benefícios da maioria absoluta do seu partido e até já disse que Marcelo Rebelo de Sousa seria uma garantia contra quaisquer abusos.

“Acho uma coisa curiosa que António Costa diga que podem confiar a maioria absoluta ao PS porque temos o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Tem mais confiança no presidente Marcelo do que em Mário Soares, Jorge Sampaio ou Cavaco Silva?”, questionou.

Para Rio, “não é uma questão de Presidente da República, mas de os portugueses quererem ou não dar uma maioria absoluta”.

“Aí estamos em igualdade de circunstâncias, ele quer e eu também, mas é muito difícil para seja quem for”, afirmou.

Antes da arruada, o presidente do PSD foi ainda questionado se iria tentar evitar cruzar-se com o presidente do Chega, André Ventura, e remeteu essa tarefa para organização, admitindo que, se não lhe faria qualquer diferença, é desejável que as caravanas partidárias “não se cruzem”.

Os dois partidos não se cruzaram – a organização ia fazendo sinaléticas com os sentidos para onde deveria avançar a caravana social-democrata – e Rio não pôde responder em pessoa a Ventura, que já disse não excluir ser vice-primeiro-ministro de um Governo do PSD em caso de votação expressiva.

“Tenho de concordar com André Ventura, porque eu fui o primeiro a pedir que fizéssemos uma campanha bem-disposta e com humor. É evidente que é uma piada”, considerou.

Durante a arruada, Rui Rio esteve sempre ladeado pelo presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, e pelo cabeça de lista e deputado Hugo Carvalho, tendo também sido acompanhado pelo líder da distrital Pedro Alves e pelos dirigentes David Justino e Joaquim Sarmento.

SMA // JPS

By Impala News / Lusa

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