Le Pen mantém rumo político para as presidenciais apesar do revés nas regionais

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, hoje reeleita presidente da Aliança Nacional (AN), indicou que quer manter a sua linha política na corrida para as presidenciais de 2022, apesar do revés nas regionais de junho.

Le Pen mantém rumo político para as presidenciais apesar do revés nas regionais

Le Pen mantém rumo político para as presidenciais apesar do revés nas regionais

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, hoje reeleita presidente da Aliança Nacional (AN), indicou que quer manter a sua linha política na corrida para as presidenciais de 2022, apesar do revés nas regionais de junho.

Esta foi a principal mensagem deixada no discurso de encerramento do congresso da AN em Perpignan, com Le Pen a afirmar que quer continuar “a abrir (o partido) a todas as forças políticas”.

A dirigente defendeu a transformação que tem levado a cabo desde que em 2011 sucedeu ao pai, Jean-Marie Le Pen, na liderança da então Frente Nacional, tendo rompido politicamente com ele, afastando-se das suas posições mais extremistas. Viria depois a rebatizar o partido em 2018.

“A nossa evolução materializa-se naquilo em que a AN se converteu, um partido aberto a todos, um partido criativo e audaz (…). Não faremos marcha atrás, com todo o respeito que temos pela nossa história, não voltaremos à Frente Nacional”, afirmou.

Para Le Pen, as posições da AN “contra a imigração em massa”, contra o islamismo ou contra a globalização mostraram que “a maior vitória dos últimos dez anos é uma vitória ideológica quase total”.

“A crise da covid mostrou que tínhamos razão na necessidade de conservar uma soberania industrial e, sobretudo, sanitária”, considerou.

Segundo a líder da extrema-direita francesa, as eleições presidenciais da próxima primavera não serão tanto “uma questão de pessoas”, mas “um confronto de ideias”.

Antes, em declarações à imprensa, Marine Le Pen já se tinha afirmado “extremamente combativa e determinada” para as presidenciais, onde poderá ter de novo como adversário o atual presidente francês Emmanuel Macron, que a derrotou na segunda volta em 2017.

Nas recentes eleições regionais, o partido liderado por Le Pen não venceu em nenhuma região.

EO // MSP

By Impala News / Lusa

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