Kristalina Georgieva deverá ser a candidata europeia à liderança do FMI

A búlgara Kristalina Georgieva deverá ser a candidata europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de o holandês Jeroen Dijsselbloem ter reunido menos apoios da UE.

Kristalina Georgieva deverá ser a candidata europeia à liderança do FMI

Kristalina Georgieva deverá ser a candidata europeia à liderança do FMI

A búlgara Kristalina Georgieva deverá ser a candidata europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de o holandês Jeroen Dijsselbloem ter reunido menos apoios da UE.

Paris, 02 ago 2019 (Lusa) — A búlgara Kristalina Georgieva deverá ser a candidata europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de o holandês Jeroen Dijsselbloem ter reunido menos apoios dos Estados-membros da União Europeia e ter reconhecido a ‘derrota’.

“Congratulo Kristalina Georgieva pelo resultado nas votações de hoje. Desejo-lhe o maior sucesso”, escreveu o antigo presidente do Eurogrupo na sua conta na rede social Twitter, assumindo assim a derrota na disputa pela designação como candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde.

A aceitação da votação por parte do holandês deixa a antiga vice-presidente da Comissão Europeia muito perto de tornar-se na candidata europeia à liderança do FMI, uma designação que terá agora de ser confirmada pelos ministros das Finanças europeus, numa conferência telefónica agendada para as 21:00.

Antes da publicação de Dijsselbloem, já fonte europeia tinha revelado que a atual ‘número dois’ do Banco Mundial estava “claramente” na liderança, embora sem ter reunido uma maioria qualificada na votação.

“Os resultados da segunda votação foram muito claros em ambos os critérios e colocam Georgieva claramente à frente, com 57% no critério populacional e 56% no critério do apoio dos Estados-membros. Já Djesselbloem tem, respetivamente, 43% e 44% nos mesmos critérios, o que torna a diferença substancial”, notou a mesma fonte.

O ministério das Finanças francês, tutelado por Bruno Le Maire, o coordenador do processo de escolha de um candidato na União Europeia (UE), tinha indicado que a votação iria decorrer “segundo as regras europeias de maioria qualificada”, que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

A mesma fonte europeia esclareceu, contudo, que “nunca se tratou de alcançar uma maioria qualificada”, mas sim de “usar os critérios do método da maioria qualificada” estabelecidos nos Tratados comunitários.

A votação para a designação do candidato europeu começou cerca das 7:00, com o processo a estender-se por quase 13 horas.

Após uma primeira votação em que nenhum candidato reuniu o apoio maioritário dos governos dos Estados-membros, a ministra espanhola da Economia, Nadia Calviño, e o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, retiraram as suas candidaturas para facilitar um consenso, o mesmo argumento oferecido na quinta-feira pelo ministro das Finanças português, Mário Centeno, para abdicar de colocar o seu nome a votos.

A disputa ficou, assim, reduzida a Kristalina Georgieva e ao antigo presidente do Eurogrupo, com a búlgara a reunir mais apoios entre os Estados-membros.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

AMG // EA

By Impala News / Lusa

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