Justiça venezuelana ordena detenção de Leopoldo López

A justiça venezuelana ordenou hoje a detenção do opositor Leopoldo López, que se refugiou na embaixada espanhola depois de ter estado ao lado do autoproclamado Presidente Juan Guaidó.

Justiça venezuelana ordena detenção de Leopoldo López

Justiça venezuelana ordena detenção de Leopoldo López

A justiça venezuelana ordenou hoje a detenção do opositor Leopoldo López, que se refugiou na embaixada espanhola depois de ter estado ao lado do autoproclamado Presidente Juan Guaidó.

Caracas, 02 mai 2019 (Lusa) — A justiça venezuelana ordenou hoje a detenção do opositor Leopoldo López, que se refugiou na embaixada espanhola depois de ter estado ao lado do autoproclamado Presidente Juan Guaidó, anunciou hoje o Supremo Tribunal da Venezuela.

O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano deu indicações à polícia para deter Leopoldo Lopez, por este ter violado os termos da sua prisão domiciliária.

“O tribunal decidiu emitir um mandado de detenção para os serviços de inteligência (Sebin), visando o cidadão Leopoldo López”, refere o Supremo em comunicado, sobre a decisão tomada por um tribunal inferior.

López, que cumpria uma pena de quase 14 anos em regime de prisão domiciliária por liderar protestos contra o governo em 2014, foi libertado na terça-feira por militares, devido a “um indulto presidencial” de Juan Guaidó, autoproclamado Presidente interino da Venezuela que já foi reconhecido por mais de cinquenta países.

Leopoldo López apareceu no exterior de uma base militar em Caracas com o líder da oposição, Juan Guaidó, que instou os militares a derrubarem Nicolás Maduro.

Ao final do dia, Leopoldo López e a sua família entraram na embaixada chilena e mais tarde seguiram para a embaixada espanhola na Venezuela, situação confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol.

Juan Guaidó, que se autoproclamou em janeiro Presidente interino da Venezuela e teve na altura o apoio de mais de 50 países e desde a primeira hora dos Estados Unidos, desencadeou na madrugada de terça-feira um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime de Maduro, que tem o apoio da Rússia, além de Cuba, Irão, Turquia e alguns outros países, ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado e não houve progressos na situação, aparentemente dominada pelo regime.

AJO // EL

By Impala News / Lusa

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