Justiça rejeita recurso de dois dos condenados à morte devido aos protestos no Irão

A justiça iraniana rejeitou o recurso de dois dos cinco condenados à morte, por alegadamente matarem um membro da milícia voluntária Basij durante os protestos antigovernamentais desencadeados em setembro, foi hoje divulgado.

Justiça rejeita recurso de dois dos condenados à morte devido aos protestos no Irão

Justiça rejeita recurso de dois dos condenados à morte devido aos protestos no Irão

A justiça iraniana rejeitou o recurso de dois dos cinco condenados à morte, por alegadamente matarem um membro da milícia voluntária Basij durante os protestos antigovernamentais desencadeados em setembro, foi hoje divulgado.

“Os recursos dos condenados Mohamad Mehdi Karami e Seyed Mohamad Hoseini não foram considerados justificados, o veredicto anteriormente proferido pelo tribunal foi confirmado e aprovado e estas duas pessoas foram condenadas à morte“, refere a justiça iraniana, citada pela agência de notícias jurídicas do Irão, Mizan. Sobre os outros três condenados à morte no mesmo caso, Hamid Qare Hasanlou, Hosein Mohamadi e Reza Aria, o Supremo Tribunal de Justiça acolheu o recurso e devolveu os seus autos para o tribunal, determinando uma investigação mais aprofundada.

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Em 06 de dezembro, a justiça iraniana tinha revelado que deteve 16 pessoas ligadas à morte de um basij, que morreu durante os protestos no final da cerimónia de luto por um manifestante falecido. Dos 16 arguidos, cinco foram condenados à morte e outros 11, incluindo três menores, foram condenados a longas penas de prisão. Os protestos começaram no Irão após a morte da jovem curda Mahsa Amini, a 16 de setembro de 2022, após ter sido detida pela chamada polícia da moralidade por alegada violação do rígido código de vestuário para as mulheres aplicado na República Islâmica.

Dos 16 arguidos, cinco foram condenados à morte e outros 11, incluindo três menores, foram condenados a longas penas de prisão

Pelo menos 2.000 pessoas foram acusadas pela justiça iraniana de vários crimes pela sua participação nas mobilizações, das quais duas foram executadas em dezembro. As manifestações foram duramente reprimidas e, segundo diferentes organizações não-governamentais (ONG), nos quase quatro meses de protestos, mais de 450 pessoas morreram.

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