Juros do Estado sobem 186 ME se taxas do mercado subirem 1 ponto percentual

Um aumento das taxas de juro do mercado da dívida pública em 01 p.p. iria custar ao Estado mais 186 ME este ano, em contas nacionais, calcula o Governo, no Programa de Estabilidade.

Juros do Estado sobem 186 ME se taxas do mercado subirem 1 ponto percentual

Juros do Estado sobem 186 ME se taxas do mercado subirem 1 ponto percentual

Um aumento das taxas de juro do mercado da dívida pública em 01 p.p. iria custar ao Estado mais 186 ME este ano, em contas nacionais, calcula o Governo, no Programa de Estabilidade.

Lisboa, 28 mar 2022 (Lusa) — Um aumento das taxas de juro do mercado da dívida pública em um ponto percentual (p.p.) iria custar ao Estado mais 186 milhões de euros este ano, em contas nacionais, calcula o Governo, no Programa de Estabilidade, hoje divulgado.

Segundo o Programa de Estabilidade (PE) 2022-2026, enviado pelo Ministério das Finanças na sexta-feira ao parlamento e conhecido hoje, um aumento de um p.p. ao longo de toda a curva de rendimentos da dívida pública portuguesa deverá traduzir-se num incremento dos juros do Estado em 2022 de 70 milhões de euros em contas públicas e de 186 milhões de euros em contas nacionais, o que correspondente a cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Ministério das Finanças incluiu no documento um cenário para averiguar o grau de incerteza que envolve a previsão de juros de dívida pública para o período de 2022 a 2026.

Neste exercício, calculou que a rubrica de juros do Estado iria aumentar gradualmente entre 2023 e, até um máximo, em 2026, de 1.098 milhões numa ótica de caixa e 1.269 milhões de euros numa base de acréscimo, aproximadamente 0,4% e 0,5% do PIB, respetivamente, se as taxas de juro do mercado subissem em um p.p..

No caso de o aumento ser de 2 p.p., o incremento dos juros do Estado seria de 174 milhões de euros em contas públicas e de 405 milhões de euros em contas nacionais, cerca de 0,1% e 0,2% do PIB, respetivamente, refere o Governo.

Neste cenário, os juros do Estado iriam aumentar “gradualmente nos anos seguintes, até um máximo, em 2026, de 2175 milhões numa ótica de caixa e 2515 milhões de euros em contabilidade nacional (aproximadamente 0,8% e 0,9% do PIB, respetivamente)”.

O Governo assinala que “num contexto de taxas de juro historicamente baixas, a estratégia de gestão do risco da taxa de juro tem consistido em estender o prazo médio e a duração das novas emissões”.

“No final do ano de 2021 a duração modificada da carteira de dívida total e ajustada situava-se em 5,65 e 6,43, respetivamente; o que compara com 5,71 e 6,30 no final de 2020”, explica, acrescentando que “no final de 2021, a dívida a refinanciar ou com taxa de juro a refixar8 nos 12 meses seguintes era de 5,15% do total da dívida”.

O executivo salienta que as taxas de juro que Portugal tem assegurado nos mercados financeiros “têm-se mantido abaixo do custo do stock total de dívida”, permitindo em 2021 reduzir a despesa total com juros “em mais de 3.000 milhões de euros face ao valor suportado em 2015”.

AAT // MSF

By Impala News / Lusa

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