Junta Autónoma da Galiza enaltece apoio de Portugal ao Eixo Atlântico ferroviário

O presidente da Junta Autónoma da Galiza, Alberto Núñez Fejióo, enalteceu hoje o apoio de Portugal ao Eixo Atlântico, com a ligação ferroviária entre Corunha e Lisboa, após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Junta Autónoma da Galiza enaltece apoio de Portugal ao Eixo Atlântico ferroviário

Junta Autónoma da Galiza enaltece apoio de Portugal ao Eixo Atlântico ferroviário

O presidente da Junta Autónoma da Galiza, Alberto Núñez Fejióo, enalteceu hoje o apoio de Portugal ao Eixo Atlântico, com a ligação ferroviária entre Corunha e Lisboa, após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“O Presidente da República confirmou o interesse, a simpatia e o apoio ao Eixo Atlântico ferroviário, à ligação de Lisboa ao Porto, fronteira portuguesa até Vigo e Galiza”, declarou Alberto Núñez Fejióo, após uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa.

O presidente da Junta Autónoma da Galiza reforçou o compromisso do Presidente da República de Portugal de concretizar este investimento ferroviário, “uma ferrovia que avança até à conectividade entre Lisboa — Porto e todas as cidades junto à fronteira e a partir daí Vigo, e seguir o comboio que já está finalizado entre Vigo e Corunha”.

A ideia é “ter uma ligação atlântica desde Corunha até Lisboa, conectada por um comboio de alta velocidade”, afirmou o político galelo, defendendo que o investimento no Eixo Atlântico vai marcar “um antes e um depois” nas ligações e nas relações económicas entre Galiza e Portugal.

Alberto Núñez Fejióo manifestou ainda admiração a Marcelo Rebelo de Sousa “por ser o presidente de todos os portugueses” e “um dos dirigentes mais importantes da União Europeia”, que tem um projeto que “passa pela consolidação da União Europeia e pela consolidação das relações entre Portugal e Espanha”.

“É um dos políticos que mais admiro desde o ponto de vista profissional, humano e do projeto da irmandade entre Portugal e Espanha que sempre teve o presidente Marcelo Rebelo de Sousa”, realçou o presidente da Junta Autónoma da Galiza.

O político galelo destacou a relação entre Galiza e Portugal como “uma irmandade histórica, cimentada em fortíssimos vínculos históricos”, abordando o presente e o futuro, nomeadamente a pandemia de covid-19.

“Temos de derrotar sanitariamente o vírus e estamos a fazê-lo”, apontou Alberto Núñez Fejióo, manifestando satisfação por Portugal estar numa situação de “uma clara melhoria” da situação pandémica.

Relativamente à Galiza, o político deixou mensagens de tranquilidade, referindo que “metade da população galela já está vacinada [contra a covid-19] com uma dose e 26% da população galela está vacinada com duas doses” e que, apesar de o território do noroeste de Espanha ter uma população envelhecida, os meios sanitários galegos funcionaram e há um “dado incontestável” de que se conseguiu controlar melhor a pandemia, já que “a mortalidade em Galiza foi a mais baixa de todas as comunidades Autónomas espanholas”.

Lembrando o impacto negativo do encerramento de fronteiras devido à pandemia, o presidente da Junta Autónoma da Galiza indicou que “há mais de 70 mil pessoas que cruzam a fronteira diariamente”, pelo que a reabertura vai permitir “voltar a recuperar as relações económicas, sociais e de vizinhança” com Portugal.

Sobre a situação económica, Alberto Núñez Fejióo  disse que “é o momento de apoio ao projeto da União Europeia”, revelando que a Galiza apresentou “mais de 300 projetos aos fundos Regeneretion, num montante de 20 mil milhões de euros de investimento”, dos quais 70% são de investimento privado e 30% de investimento público.

Entre os projetos galelos estão investimentos no âmbito energético e da automatização, “que podem ser interessantes para a Galiza como polo ibérico da automatização junto com Portugal”.

“Falar de economia é falar de cooperação e a eurorregião [Galiza-Norte de Portugal] é a mais antiga da União da Europeia”, afirmou o político galelo, explicando que eurorregião foi constituída em 1990 e foi ampliada a macrorregião, “que abrange até o centro de Portugal, até Aveiro e inclui toda a Castela e Leão e Astúrias e é uma macrorregião de 11 milhões de habitantes”.

Neste âmbito, Galiza continua a trabalhar na cooperação transfronteiriça, nos projetos do programa Interreg VA Espanha-Portugal (POCTEP) e num plano de inversões transfronteiriças que está a ser concretizado com a região norte de Portugal, disse Alberto Núñez Fejióo.

Outros dos temas destacados pelo presidente da Junta Autónoma da Galiza foi o turismo, considerando que “a qualidade e a tranquilidade de Portugal e da Galiza são dois sinais muito procurados, neste momento, pelo turismo internacional”, inclusive o Caminho de Santiago de Compostela.

 

SSM // VAM

By Impala News / Lusa

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