Juncker recorda papel decisivo de Freitas do Amaral na democracia em Portugal

Jean-Claude Juncker enviou as “sinceras condolências” à família do fundador do CDS Freitas do Amaral, que hoje morreu aos 78 anos, recordando o seu papel decisivo na democracia em Portugal.

Juncker recorda papel decisivo de Freitas do Amaral na democracia em Portugal

Juncker recorda papel decisivo de Freitas do Amaral na democracia em Portugal

Jean-Claude Juncker enviou as “sinceras condolências” à família do fundador do CDS Freitas do Amaral, que hoje morreu aos 78 anos, recordando o seu papel decisivo na democracia em Portugal.

Bruxelas, 03 out 2019 (Lusa) — O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, enviou as “sinceras condolências” à família do fundador do CDS e antigo ministro Freitas do Amaral, que hoje morreu aos 78 anos, recordando o seu “papel decisivo na democracia em Portugal”.

“Condolências muito sinceras à família do professor Freitas do Amaral. Era um verdadeiro democrata-cristão e teve um papel decisivo na consolidação da democracia em Portugal”, afirma Jean-Claude Juncker numa publicação feita através da sua conta oficial da rede social Twitter.

A publicação, feita em francês, é acompanhada de uma fotografia de Juncker junto a Freitas do Amaral.

O fundador do CDS e ex-ministro Diogo Freitas do Amaral morreu hoje, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Diogo Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, nasceu na Póvoa de Varzim em 21 de julho de 1941. Foi líder do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974, vice-primeiro-ministro e ministro em vários governos.

Freitas do Amaral, que estava internado desde 16 de setembro, fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS em 1992.

No final de junho deste ano, Freitas do Amaral lançou o seu terceiro livro de memórias políticas, intitulado “Mais 35 anos de democracia – um percurso singular”, que abrange o período entre 1982 e 2017, editado pela Bertrand.

Nessa ocasião, em que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro líder do CDS e candidato nas presidenciais de 1986 — que perdeu para Mário Soares – recordou o seu “percurso singular” de intervenção política, afirmando que acentuou valores ora de direita ora de esquerda, face às conjunturas, mas sempre “no quadro amplo” da democracia-cristã.

Líder do CDS, primeiro-ministro interino, ministro em governos à esquerda e à direita, presidente da Assembleia-Geral da ONU, disse em entrevista à agência Lusa quando já se encontrava doente, em junho de 2019, que sofreu “um bocado” com a derrota nas presidenciais de 1986, embora tenha conseguido dar a volta, com “uma carreira de um tipo diferente” e partir para “uma série de pequenas vitórias”.

ANE // JPS

By Impala News / Lusa

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