Juíza que investiga desaparecimento de submarino argentino descarta recuperação do destroço

A juíza que lidera a investigação ao naufrágio do submarino argentino San Juan descartou para já a hipótese de tentar erguer o destroço do fundo do oceano, como reclamam as famílias dos 44 tripulantes mortos.

Juíza que investiga desaparecimento de submarino argentino descarta recuperação do destroço

Juíza que investiga desaparecimento de submarino argentino descarta recuperação do destroço

A juíza que lidera a investigação ao naufrágio do submarino argentino San Juan descartou para já a hipótese de tentar erguer o destroço do fundo do oceano, como reclamam as famílias dos 44 tripulantes mortos.

“Trata-se de uma embarcação cheia de água que pode pesar 2.500 toneladas, não vou correr o risco de a puxar, pode partir-se”, afirmou Marta Yanez aos jornalistas.

A juíza pediu aos oficiais da Marinha argentina a bordo do navio da empresa que localizou o submarino que lhe entreguem as fotografias tiradas no sábado com o módulo submarino usado para descobrir o submarino no fundo do Oceano Atlântico.

“Prefiro conservar a prova como está, porque a eventual subida à superfície implica uma possível rutura ou só se conseguirá cortando-a em partes”, acrescentou.

A empresa Ocean Infinty recolheu 67 mil imagens do submarino San Juan, afundado a 400 quilómetros da cista.

O ministro argentino da Defesa reconheceu no sábado que o Governo não tem meios para trazer à superfície o submarino

O submarino, que desapareceu a 15 de novembro de 2017 e foi descoberto na sexta-feira, no Oceano Atlântico, sofreu uma “implosão”, avançou o comandante da base naval de Mar del Plata.

“O submarino sofreu uma implosão. Encontra-se alojado numa cavidade a mais de 900 metros de profundidade, o que impediu a sua localização pelos radares”, disse Gabriel Attis, avançando existirem três imagens autorizadas pela justiça para serem mostradas aos familiares das vítimas, tiradas durante a descoberta, da vela, da hélice e da seção da proa.

No final de 2017 e no início de 2018, navios de uma dúzia de países tinham tentado localizar o submarino, sem sucesso, e a Marinha argentina prosseguiu a busca com poucos recursos.

A 15 de novembro de 2017, o submarino, de fabrico alemão, comunicou pela última vez a sua posição, quando regressava do porto austral de Ushuaia à sua base no mar da Prata.

APN // MAG

By Impala News / Lusa

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